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SIDROLÂNDIA- MS

Justiça garante prisão domiciliar para mulher de frescura cuidar dos filhos

A dona de casa J.P.S, esposa de Uverton da Silva Macedo, o “Frescura”, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar para cuidar dos filhos menores de 12 anos.

Redação/Região News

05 de Março de 2026 - 18:37

Justiça garante prisão domiciliar para mulher de frescura cuidar dos filhos
Juliana Paula, esposa do ‘Frescura’. Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax

A dona de casa Juliana Paula, esposa de Uverton da Silva Macedo, o “Frescura”, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar para cuidar dos filhos menores de 12 anos. Ele havia pedido liberdade provisória, com ou sem fiança.

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J.P.S foi presa junto com o marido no dia 26 de fevereiro, durante a Operação Camuflagem, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). A ação é um desdobramento da Operação Tromper, que investiga fraudes e desvios em licitações na Prefeitura de Sidrolândia.

Na decisão, a Justiça determinou a substituição da prisão preventiva pelo regime domiciliar. Com isso, Juliana Paula deverá permanecer em casa e não poderá sair sem autorização judicial, “sob pena de imediata revogação da prisão domiciliar”.

O pedido da defesa, representada pelo advogado Arlei de Freitas, foi protocolado no mesmo dia da operação e se baseou no fato de Juliana Paula ser mãe de duas crianças menores de 12 anos, sendo que uma delas necessita de cuidados especiais.

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Além do casal, também foram presos na operação Evertom Luiz de Souza Luscero, Gedielson Cabral Nobre e Flaviana Barbosa de Sousa. Segundo apuração da reportagem, até o momento não houve protocolo de pedido de soltura para os demais detidos.

Desdobramento

A Operação Camuflagem é um desdobramento da Operação Tromper, que teve quatro fases entre 2023 e 2025. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o aprofundamento das investigações revelou um esquema de lavagem de dinheiro voltado à ocultação e dissimulação de bens e valores.

O nome da operação faz referência à estratégia utilizada pelo grupo para esconder a origem e a titularidade de recursos ilícitos por meio de uma rede de apoio.

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“Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar”, destacou o Ministério Público em nota oficial.