SIDROLÂNDIA- MS
Suspeito de executar jovem em Maracaju morre em confronto com o Choque
Na mesma operação, outro suspeito apontado como envolvido no crime, Wesley Menezes Custódio, de 18 anos, foi preso.
Redação/Região News
09 de Junho de 2026 - 08:17

O suspeito de participação na execução de Thalis Eduardo Assis de Souza, de 26 anos, em Maracaju, morreu na noite desta segunda-feira (8) após confronto com equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar em Sidrolândia.
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Vinicius Eduardo Cantão da Silva, de 29 anos, foi baleado durante a ação policial, socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu aos ferimentos.''
Na mesma operação, outro suspeito apontado como envolvido no crime, Wesley Menezes Custódio, de 18 anos, foi preso. Os dois são investigados pela participação no assassinato de Thalis, ocorrido na manhã de domingo (7), em Maracaju. A vítima foi morta enquanto tomava tereré com amigos em frente a uma residência no Conjunto Olídia Rocha.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens armados se aproximam e efetuam diversos disparos contra Thalis. Ao perceber a aproximação dos atiradores, o jovem ainda tentou correr, mas caiu na calçada. Os disparos continuaram mesmo após a queda. Segundo as imagens, antes de fugir, um dos autores se aproximou e efetuou novos tiros contra a vítima.
Testemunhas relataram que os criminosos chegaram a pé e fugiram correndo após a execução. Desde o crime, equipes das polícias Civil e Militar realizavam diligências para localizar os suspeitos.
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Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da abordagem que terminou no confronto em Sidrolândia. O caso será apurado pela Polícia Civil, que também investiga a participação dos envolvidos no homicídio ocorrido em Maracaju.
Segundo caso
Em Sidrolândia, este é o segundo caso de morte em confronto com a Polícia Militar neste ano. No último dia 1º de junho, morreu em confronto com policiais militares Claudenir Martins de Oliveira, de 43 anos, suspeito de envolvimento em uma ocorrência de violência doméstica.
Claudenir possuía extensa ficha criminal, incluindo condenações por roubos armados, falsidade ideológica e acusação de homicídio. Apontado pelas autoridades como integrante do PCC, estava foragido após descumprir as condições impostas no regime semiaberto.
Em 2014, foi condenado a 21 anos e 8 meses de prisão por uma série de roubos cometidos em Campo Grande. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele e um comparsa utilizaram um Fiat Uno furtado para assaltar mulheres em bairros da Capital, empregando armas de fogo para subtrair bolsas e dinheiro das vítimas.
Já em 2012, Claudenir também foi denunciado pela participação no homicídio de Edson de Jesus Cardoso, em Bonito. Segundo a acusação, a vítima teria ameaçado denunciar um esquema de tráfico de drogas após uma discussão relacionada à compra de entorpecentes. Conforme o processo, Edson foi atraído para um veículo e sofreu um golpe de faca no pescoço, morrendo em decorrência da hemorragia causada pelo ferimento.
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Outro episódio envolvendo Claudenir ocorreu em abril de 2019, quando foi localizado pela Polícia Militar em uma barbearia de Bonito. Durante a abordagem, apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação falsa e tentou se identificar com outro nome para evitar o cumprimento de um mandado de prisão. Posteriormente, admitiu a verdadeira identidade e foi condenado por falsa identidade e uso de documento falsificado.
Com a morte de Vinicius Eduardo Cantão da Silva, Mato Grosso do Sul alcança a marca de 57 mortes decorrentes de intervenção policial em 2026. Até a primeira semana de junho, haviam sido contabilizados 56 mortos em 51 ocorrências registradas em diferentes regiões do Estado.




