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Sidrolandia

8,5 milhões de produtos eróticos são vendidos por mês no Brasil

De acordo com levantamento da associação, as mulheres lideram as compras nas lojas virtuais (60%) e a renda média mensal dos consumidores é de R$ 1.500 a R$ 2.800.

UOL

28 de Março de 2014 - 07:19

O comércio brasileiro vendeu 8,5 milhões de produtos eróticos por mês, em 2013, segundo dados divulgados, nesta quinta-feira (27), pela Abeme (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual), durante a abertura da Erótika Fair, em São Paulo (SP). Segundo a associação, a maioria dos produtos comprados (95%) é para o uso do casal. Os cosméticos são os preferidos para 84% das mulheres e para 58% dos homens.

Os vibradores aparecem em segundo lugar como opção de compra feminina, com 65%, e lingeries em terceiro, com 58%. Para os homens, a segunda posição ficou para os acessórios (57%) e masturbadores (38%) em terceiro.

De acordo com levantamento da associação, as mulheres lideram as compras nas lojas virtuais (60%) e a renda média mensal dos consumidores é de R$ 1.500 a R$ 2.800.

O tempo gasto pelo consumidor dentro de um sex shop também aumentou nos últimos 10 anos. Passou de 2min7seg, em 2003, para 9min8, em 2013. Microempreendedores dominam comércio de produtos eróticos

De acordo com o levantamento, os microempreendedores (que atuam basicamente como consultores e com a comercialização de artigos em domicílio), faturam até R$ 36 mil por ano.

As microempresas, que representam 26% do setor, têm receita anual de até R$ 250 mil. As companhias que faturam até R$ 1 milhão são 7% e as que ultrapassam esse valor são 3%. A venda direta neste setor começou a crescer, segundo a associação, depois do lançamento do filme "De Pernas pro Ar", sucesso de bilheteria em 2011.

No filme, Alice, personagem da atriz Ingrid Guimarães, é dona de um sex shop que realiza reuniões para apresentar produtos eróticos e alavanca as vendas da empresa, transformando-a em uma rede. O volume de consultoras passou de 60 mil, em 2010, para 85 mil, em 2011, uma alta de 42% (últimos números do setor).