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Sidrolandia

Adolescente é agredida e tem o cabelo cortado em frente a escola pública de Santa Catarina

Um vídeo com o momento da agressão circula no Facebook e tem gerado revolta nos usuários da rede social

Extra

22 de Agosto de 2014 - 08:06

Duas jovens agrediram e cortaram o cabelo de uma adolescente de 14 anos em frente a uma escola estadual de Florianópolis, Santa Catarina, na última segunda-feira. Um vídeo com o momento da agressão circula no Facebook e tem gerado revolta nos usuários da rede social.

Nas imagens, registradas em frente à Escola Estadual Padre Anchieta, no bairro de Agronômica, as agressoras seguram X.* à força, jogam a garota no chão e cortam seu cabelo com uma tesoura enquanto outros jovens a xingam de "vagabunda". Um homem se aproxima da cena, mas não consegue apartar a briga.

Em entrevista ao site, o pai da menina agredida contou que a agressão foi motivada por ciúmes.

“Uma das agressoras era casada com um aluno da escola, e a minha filha andou 'ficando' com esse guri. Só que, segundo o que minha filha diz, o menino já estava divorciado” - disse ele.

O pai contou ainda que estava trabalhando quando a filha foi atacada e que foi chamado por funcionários da escola para socorrê-la. Ele fez o registro de ocorrência por agressão na Delegacia de Proteção à Mulher, ao Menor e ao Adolescente de Florianópolis (6ª DP), mas, como as agressoras eram maiores de idade, foi orientado a fazer outra ocorrência na 5ª DP de Santa Catarina.

Segundo o pai, X. ficou traumatizada com o episódio e não quer mais voltar às aulas:

“Ela não quer mais sair de casa para ir à aula porque o cabelo está cortado e o rosto está com vários ferimentos” - lamentou ele, que revelou já estar recebendo apoio da Secretaria de Educação e do Conselho Tutelar local.

“A gente procurou o Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação e eles ofereceram psicólogo e apoio à minha filha. Pensamos em trocá-la de escola, mas lá no Padre Anchieta ela estuda com a irmã mais velha, que é maior de idade e pode dar um suporte”.

O site tentou contato por telefone com a direção da escola, mas não obteve retorno da instituição. A Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina também foi procurada, mas ainda não se posicionou sobre o episódio.

Revolta nas redes

O vídeo em que X. Aparece sendo agredida gerou revolta nas redes sociais. Em uma das postagens, que já soma mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, usuários classificaram como "covardia" a ação das jovens. Outros atentam para o fato de que a Delegacia de Proteção à Mulher, ao Menor e ao Adolescente de Florianópolis fica a apenas 250 metros de distância da instituição.

*O nome da adolescente foi preservado