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Sidrolandia

Agepen diz que ‘fantasma’ é um saco de lixo e vai apurar quem vazou imagens

A Agência informou ainda que nunca foi feito nenhum tipo de comunicação formal à direção de acontecimentos sobrenaturais e, muito menos, de fantasmas.

Midiamax

06 de Fevereiro de 2017 - 14:36

Será o fim de um mistério? Para a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), o ‘fantasma’ que apareceu em imagens do circuito de segurança do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, não passa de um saco plástico voando. 

Segundo a Agepen, o diretor do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, assistiu ao vídeo, confirmou que se trata do estabelecimento penal e avaliou a sombra como um saco plástico. A Agência informou ainda que nunca foi feito nenhum tipo de comunicação formal à direção de acontecimentos sobrenaturais e, muito menos, de fantasmas. Agora, será investigado como as imagens, que são sigilosas, vazaram em grupos de WhatsApp. Uma sindicância vai ser instaurada.

O Jornal recebeu a imagens no último sábado (4). As imagens teriam despertado a atenção dos agentes de serviço no dia em que foi gravada. Segundo informações, os servidores que estavam no plantão chegaram a acreditar em uma possível fuga e quase acionaram o alarme, quando observaram melhor a movimentação.

Uma ex-servidora da Agepen afirmou que há 15 anos, quando ainda não existiam câmeras na unidade o ‘fantasma’ já visitava no local, que fica no mesmo complexo. “O povo ficava me odiando quando eu acionava por rádio para irem lá ver do que se tratava (época que não existiam câmeras). Agora com as câmeras, fica comprovado que eu tinha razão e não visão”, disse.

Crise

Denúncias sobre o sistema prisional de Mato Grosso do Sul culminaram na exoneração do diretor-presidente do órgão, Ailton Stropa. As suspeitas implicam servidores públicos estaduais com narcotráfico e corrupção dentro das prisões e denunciam um presídio no interior do estado que seria 'chefiado' na prática por um detento.