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Sidrolandia

Ao enterrar filha, pai faz apelo contra a violência

No ano passado o casal registrou um boletim de ocorrência por lesões corporais recíprocas e, segundo familiares e amigos, os dois brigavam constantemente.

Campo Grande news

09 de Julho de 2010 - 13:05

Pouco antes do sepultamento do corpo da arquiteta Eliane Nogueira, de 39 anos, o pai dela, João Antônio Nogueira, de 59 anos, fez um apelo contra a violência alertando especialmente os jovens que é preciso estar atento ao comportamento dos parceiros e denunciar, quando for vítima qualquer tipo de agressão.

“Procure conhecer seu namorado, seu esposo. A primeira vez que ele te bater vá na delegacia, registre queixa. Quem ama não bate, quem ama não mata”, disse.

O empresário Luiz Afonso Santos de Andrade, de 42 anos, é o único suspeito da morte de Eliane, ocorrida há uma semana. No ano passado o casal registrou um boletim de ocorrência por lesões corporais recíprocas e, segundo familiares e amigos, os dois brigavam constantemente.

Além do irmão e do pai, também estava presente o filho da arquiteta, um adolescente de 15 anos, que morava com ela. O pai do garoto, Luiz Otávio Jorge Dias, contou que falava com ela frequentemente e que nunca havia mencionado qualquer coisa que remetesse a um histórico de violência, assim como o adolescente.

O garoto passará a morar com o pai, em Cuiabá. “Estou muito triste. Ele faz parte da minha vida, assim como Eliane também fazia”, disse Luiz Otávio, muito emocionado. Ele foi casado com Eliane por 15 anos.

Suspeito – Embora várias evidências apontem para Luiz Afonso como autor do crime, ele nega categoricamente que tenha matado Eliane. A última evidência foi a gravação de um vídeo por circuito de câmeras de uma conveniência que fica a pouco mais de 1 km do local onde a arquiteta foi morta, carbonizada.

As imagens mostraram o empresário Luiz Afonso Santos de Andrade, de 42 anos, com o carro da arquiteta, após o horário que ele afirmou ter deixado ela em casa. Depois mostram ele retornando à pé.

Na conveniência, segundo funcionário, Luiz Afonso pediu álcool, mas não havia no local, depois comprou fósforos, cigarro e chicletes. Como ele não fumava, a suspeita é que tenha usado o cigarro para iniciar o incêndio. Ainda não está clara qual seria a motivação para o assassinato, se passional ou financeira.