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Sidrolandia

Aos poucos, vida volta ao normal nos municípios atingidos pelas chuvas em MS

Até o momento seis municípios e o Governo do Estado decretaram situação de emergência

Midiamax

15 de Março de 2011 - 16:13

Aos poucos, com o final das chuvas que caíram continuamente sobre Mato Grosso do Sul nas últimas semanas, os municípios mais atingidos vão retomando a normalidade e contabilizando os prejuízos. Até o momento seis municípios e o Governo do Estado decretaram situação de emergência, mas a Defesa Civil diz que o número deve aumentar conforme os relatórios municipais fiquem prontos.

Com quatro pontes destruídas, 23 pontes interditadas e cerca de 1600 km de estradas danificadas, os maiores prejuízos estão concentrados no sistema viário de Mato Grosso do Sul. Em visita ao estado, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, recomendou que o estado passe a construir pontes de concreto, abandonando as de madeira, que sempre são danificadas com as chuvas.

Diversos trechos que estavam em obras nas estadas estaduais e até alguns que haviam sido recém concluídos foram danificados pela chuva. A fragilidade dos serviços realizados com obras dos cofres públicos em MS já gera questionamentos. Em Campo Grande, os vereadores querem exigir que as empreiteiras refaçam os serviços malfeitos.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, Coronel Ociel, os gastos para consertar os danos chegaria aos R$ 110 milhões. O Governo Federal já liberou R$ 5 milhões para MS, mesmo valor liberado para Mato Grosso, estado com território atingido pelas chuvas bem maior do que Mato Grosso do Sul.

A Defesa Civil de Campo Grande aguarda o levantamento final do relatório de danos no município e ainda não possui informações preliminares sobre os estragos na área urbana e rural. Confira um panorama dos danos levantados preliminarmente nas cidades mais atingidas:

Anastácio

No município de Anastácio, 79 famílias ribeirinhas ficaram desalojadas e cerca de 400 famílias tiveram que sair das suas residências.

Algumas famílias já voltaram para as suas casas, porém o nível do rio Aquidauana ainda não baixou o suficiente para que todas retornassem, dessa forma 30 famílias continuam em abrigos ou casa de parentes.

O chefe da defesa civil municipal, Ademir de Jesus Arruda, explica que agora o cuidado é com a saúde pública. “Estamos trabalhando com a Secretaria de Saúde para evitar que novas doenças se manifestem entre a população”, destaca Ademir.

Paranaíba

Em Paranaíba, além das chuvas que deixaram 80 pessoas desalojadas, o abalo sísmico de 3,8 graus na escala Richter ocorrido no sábado (05), deixou várias casas abaladas.

O secretário de infraestrutura municipal, Jean Gleik Martins Carvalho, as famílias ainda não voltaram para suas casas por segurança, já que o nível do rio continua alto e há previsão de chuva para essa semana.

Na área rural, a região de Varjão Redondo está totalmente isolado, devido à queda de pontes. A região de Coqueiros está com difícil acesso. Foi feito um desvio, mas a estrada é ruim. No total 14 pontes caíram.

Coxim

Com o nível do rio Taquarí em seu leito normal, as 300 famílias desalojadas e as 70 desabrigadas de Coxim, já estão voltando para as suas casas.

O coordenador da defesa civil municipal José Aluisio Muller, diz que duas pontes estão interditadas e a operação agora é para tapar os buracos das estradas, para ajudar no transporte, principalmente dos alunos.

Segundo José Muller, a prefeitura e a Defesa Civil estão fazendo o que podem, porém estão na espera de recursos do governo do Estado para ajudar na recuperação do município.

Dois Irmãos do Buriti

Após uma semana de chuva, Dois Irmãos do Buriti registrou 95 famílias desalojadas e 39 desabrigadas, com um total de 1800 pessoas afetadas com a chuva, segundo a defesa civil municipal.

O rio Aquidauana no município ainda está 2 metros acima do nível normal, mas algumas famílias já estão voltando para as suas casas. Duas pontes caíram e uma ficou em parte destruída.

Na área rural, o distrito de Palmeiras foi o mais afetado pela chuva, porém a situação já está voltando ao normal, explica o coordenador da defesa civil municipal Nivaldo Barbosa Tenório.

Aquidauana

Até o fechamento desta matéria a Defesa Civil de Aquidauana não forneceu as informações atualizadas solicitadas sobre a situação no município.