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Sidrolandia

Após morte de paciente médico diz que hospital não tem estrutura

Segundo a Polícia, a família da paciente disse que quando Nair deu entrada no hospital, já em trabalho de parto, não havia médico no local.

Campo Grande News

04 de Dezembro de 2012 - 15:23

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê e da mãe, ocorrida durante o parto, no Hospital Municipal de Sete Quedas, cidade distante 471 quilômetros de Campo Grande.

As duas morreram no parto, após Nair Pereira da Silva, 24 anos, dar entrada na unidade com complicações de saúde. O médico que realizou o atendimento registrou um boletim de ocorrência dizendo que a paciente morreu porque o hospital não tinha estrutura para fazer o procedimento.

Segundo a Polícia, a família da paciente disse que quando Nair deu entrada no hospital, já em trabalho de parto, não havia médico no local.

Porém, de acordo com a secretaria de saúde da cidade, Daiane Siqueira Fernandes, no momento havia duas técnicas de enfermagem e um médico de plantão no local. Por causa do estado de saúde da paciente foi chamado um cirurgião que estava de folga naquele dia.

O cirurgião que realizou o primeiro atendimento disse que a cabeça do bebê não estava posicionada para o parto e seria necessária a realização de uma cesariana.

De acordo com a Polícia, após a morte da mulher e do bebê o médico registrou um boletim de ocorrência dizendo que o hospital não tem estrutura para esse tipo de procedimento.

Ainda segundo o médico, o hospital não tinha condições de fazer esse tipo de cirurgia, não tinha anestesista e nem respirador. A paciente morreu por falta de estrutura na unidade hospitalar.

A secretaria de saúde, disse que no hospital há apenas uma enfermeira chefe que é concursada e trabalha de segunda a sexta-feira. “No fim de semana só fica duas técnicas e um médico de plantão, nós precisamos de mais funcionários.”, afirma, acrescentando que o laudo da causa da morte vai sair em 30 dias.

Quanto a estrutura da unidade, Daiane não quis comentar dizendo que essa parte é com o prefeito, Sérgio Roberto Mendes. A reportagem entrou em contato com o prefeito, porém nenhumas das ligações foi atendida.

O inquérito deve ser encerrado em 30 dias e uma cópia deve ser encaminhada para o Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) em Campo Grande.