Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 18 de Setembro de 2021

Sidrolandia

Audiência Pública em Brasília aperta o cerco a irregularidades da Enersul

A distribuidora tem um saldo devedor com os consumidores do estado estimado em R$ 480 milhões de reais e a comercialização do grupo somente se torna possível após a liquidação dessa dívida

Assessoria

12 de Setembro de 2013 - 07:31

A Comissão de Finanças e Tributação promoveu ontem uma audiência pública para debater a gestão administrativa e financeira da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul), distribuidora do Grupo Rede Energia que está sob intervenção federal. Foram debatidas as ações tomadas durante a intervenção e, especialmente, a capacidade da empresa para liquidar o saldo devedor junto aos credores produtores rurais e executar o Programa Luz para Todos.

O imbróglio financeiro da Enersul tem sido denunciado pelo deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) e pelo deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB-MS). “Mais de cinco mil famílias de pequenos produtores rurais de Mato Grosso do Sul estão sendo vítimas de graves irregularidades que se acirraram em 2011, quando o programa de universalização da energia no campo – ‘Luz para Todos’ – foi interrompido no em MS, mas as denúncias sobre a má gestão na Enersul ocorrem desde 2007”, afirmou Fabio Trad.

A distribuidora tem um saldo devedor com os consumidores do estado estimado em R$ 480 milhões de reais e a comercialização do grupo somente se torna possível após a liquidação dessa dívida. Por isso, segundo ele, o interventor da Enersul, Jerson Kelman, solicitou à Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que fosse decretada a caducidade da dívida junto aos consumidores da área rural de Mato Grosso do Sul.

O deputado Akira Otsubo (PMDB-MS), que pediu a audiência, lembra que “é necessário esclarecer o caso de forma a promover transparência e assegurar a qualidade dos serviços prestados em Mato Grosso do Sul, com a Enersul honrando os compromissos financeiros com os credores e assegurando a distribuição energética e os investimentos na área”.