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Sidrolandia

Autoridades do Brasil e Paraguai buscam opções para tirar barco do rio Paraguai

Um rebocador com guincho está no município desde sábado, mas só quem pode fazer a retirada da embarcação da água é a marinha paraguaia

Campo Grande News

29 de Setembro de 2014 - 07:48

Autoridades responsáveis pelas buscas às vítimas do naufrágio de um barco-hotel em Porto Murtinho se reuniram na manhã de ontem com o prefeito Heitor Miranda (PT) para adotar estratégias junto ao governo do Paraguai na intenção de tentar retirar o barco de dentro da água.

Um rebocador com guincho está no município desde sábado, mas só quem pode fazer a retirada da embarcação da água é a marinha paraguaia. "O Brasil não pode fazer isso por dois motivos, primeiro por que o barco-hotel é o Paraguai e segundo por que afundou em águas paraguaias", explica o prefeito Heitor.

Além disso, só quem pode fazer a operação de retirada são mergulhadores especialistas nesse tipo de caso. "Tem uma única empresa que faz isso e ela é do Paraguai, com sede em Assunção", diz Heitor. Para tentar viabilizar isso, o próprio prefeito entrou em contato com o ministro da Emergência Nacional Joaquim Roa, que esteve em Porto Murtinho acompanhando o resgate.

"Eu mesmo liguei para ele e pedi para ele entrar em contato com as autoridades paraguaias para que façam a contratação dessa empresa de Assunção", disse. A partir disso, a empresa pode contratar a embarcação que já está em Porto Murtinho para fazer a retirada e apenas enviar os mergulhadores capacitados para a operação.

Ontem as buscas pelos três desaparecidos começaram de manhã, mas os mergulhos estão suspensos. De acordo com o Major Trindade do Corpo de Bombeiros, que está comandando a operação de resgate, sábado foi constatado que o barco-hotel estava mudando de posição e oferecendo risco aos mergulhadores. "Identificamos uma tendência de afundamento do barco e a mudança de possível, além disso, parece que o barco está se desfazendo", explica.

Com os mergulhos suspensos, a estratégia é buscar pelos três corpos que ainda estão desaparecidos ao longo do rio Paraguai.

Caso - O barco hotel Sueño del Pantanal, de bandeira paraguaia, naufragou na tarde de quarta-feira (24) após ser atingido por um tornado. O vento de quase 100 km/h destelhou construções, derrubou árvores e postes, prejudicou a rede de energia e tombou o barco que estava no Rio Paraguai cerca de 50 metros de atracar na margem estrangeira. Até o momento 11 corpos já foram encontrados. Faltam três, sendo dois turistas e um tripulante.