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Sidrolandia

Brasil fica no topo de ranking de violência contra professores

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem também revelou que apenas um em cada dez educadores no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade.

G1

29 de Agosto de 2014 - 11:00

Uma pesquisa global feita com mais de cem mil professores e diretores de escolas do Ensino Fundamental e Médio põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.

Segundo a pesquisa, 12,5% dos professores brasileiros disseram ser agredidos verbalmente ou intimidados por alunos pelo menos uma vez por semana. Foi o índice mais alto entre os 34 países pesquisados. A média é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e Austrália, com 9,7%. Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice de violência contra professores é 0%.

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem também revelou que apenas um em cada dez educadores no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade. A média global é de 31%.

A pedagoga Sorahya Bellard afirma que a violência contra professores fica evidente nas escolas públicas, mas também ocorre bastante nas escolas particulares.

“Hoje existe uma transferência de papéis muito grande. Papéis que seriam da família, hoje, tem sido delegados ao professor, como, por exemplo, a implantação de valores, de limites. E o aluno não vê esse professor como autoridade. Já é histórico, conhecido da sociedade, que o professor, ano após ano, vem sendo desvalorizado no âmbito econômico, condições de trabalho, formação”, comenta.