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Sidrolandia

Caminhoneiros de Sidrolândia aderem ao movimento e bloqueiam tráfego de cargas na BR-060

Liderados por Caio Augusto de 48 anos e Marcio Silva de Almeida de 38, eles literalmente acordaram a cidade com um buzinaço e carreata.

Heloisa Trindade/Região News

11 de Novembro de 2015 - 13:32

Um grupo de 15 caminhoneiros de Sidrolândia aderiu ao movimento nacional da categoria que está promovendo bloqueio de rodovias em todo o país para protestar contra a alta do óleo diesel, altos valores dos pedágios e reivindicar uma tabela de valores pagos pelos fretes. 

Liderados por Caio Augusto de 48 anos e Marcio Silva de Almeida de 38, eles literalmente acordaram a cidade com um buzinaço e carreata. O grupo atravessou a Avenida Dorvalino dos Santos e estacionou  na BR—060, saída para Maracaju, em frente do Auto Posto Martinelli.

Os caminhoneiros liberaram a passagem de ônibus, veículos de passeio e cargas viva, conforme entendimento firmado com a Polícia Rodoviária Federal. Com o bloqueio, já há pelo menos 50 caminhões retidos. O primeiro a ser parado foi Orlando, que leva combustível para Maracaju e há 10 anos trabalha na profissão. Ele considera o movimento válido, mesmo com o transtorno provocado pela mobilização. Dois motoristas da Transportadora Vanzella de São Gabriel do Oeste, romperam a barreira e voltaram para Sidrolândia xingando os organizadores e os jornalistas presentes.

A PARALISAÇÃO

O protesto dos caminhoneiros contra a presidente Dilma Rousseff entra no seu terceiro dia de greve nesta quarta-feira. Segundo o último boletim divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), as manifestações acontecem em pelo menos seis Estados - Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. A mobilização é menor do que a vista nos últimos dias. Na segunda-feira, os protestos atingiram 14 Estados.

Diante da pauta pró-impeachment, o governo intensificou a ofensiva contra o grupo de caminhoneiros, que é desvinculado dos sindicatos da categoria. Por meio de uma Medida Provisória publicada hoje, os motoristas de caminhões que fecharem as vias estarão sujeitos a uma multa de R$ 5.746 - antes era de 915 reais. Para os organizadores dos bloqueios, a sanção é de R$ 19.154.

A presidente Dilma Rousseff taxou as paralisações de "criminosas" e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal atue "com vigor" e use o "efetivo necessário" para impedir as interdições.

Segundo um dos líderes dos caminhoneiros Ivar Luiz Shimidt, o objetivo principal era mobilizar a população a pedir a renúncia da presidente Dilma e engrossar a manifestação pró-impeachmentmarcada para este domingo, em Brasília. No entanto, diante da fraca adesão popular, ele disse que o grupo iria se concentrar nas pautas específicas da categoria, como a instituição do frete mínimo e redução do preço do óleo diesel.