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Sidrolandia

Campo Grande enfrenta fenômeno climático depois de 24 anos, diz meteorologista

Por conta da baixa umidade relativa do ar e a temperatura alta, aumentou o consumo de água

Correio do Estado

12 de Setembro de 2012 - 07:00

Além do clima quente e a falta de chuva, que já dura 63 dias, na última semana o campo-grandense tem sido castigado com a brusca oscilação da temperatura em curta fração de tempo, fenômeno que não acontecia na cidade desde maio de 1988, há 24 anos atrás, segundo Natálio Abrahão Filho, da estação meteorológica da Anhanguera Uniderp.

Ontem, por exemplo, os 805 mil habitantes da Capital enfrentaram oscilação de 17,9 graus centígrados, entre o frio da manhã e o calor intenso da tarde.

A estiagem deve continuar por mais alguns dias, apesar da torcida da população por chuva urgente. “Ao menos por enquanto, pelos nossos levantamentos, não vai pingar uma gota d’água na cidade”, sentenciou Abrahão.

Conforme o meteorologista Marcelo Pinheiro, do Climatempo, uma frente fria organizada e forte só deverá chegar a Campo Grande no dia 21 deste mês, quando poderá causar chuvas. Não há previsão de chuvas antes do final da próxima semana.

Por conta da baixa umidade relativa do ar e a temperatura alta, aumentou o consumo de água. A assessoria de imprensa da Águas Guariroba, informou que cresceu em 20% o consumo de água a partir de agosto. Considerando que os moradores do município consomem 200 milhões de litros de água por mês, o forte calor provocou um gasto de 40 milhões de litros a mais.