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Sidrolandia

Casas do Altos da Figueira já estão em fase de acabamento

Programa Minha Casa, Minha Vida que irá beneficiar moradores de áreas de riscos em Sidrolândia, está na reta final

Flávio Paes/Região News

07 de Agosto de 2014 - 08:58

Já está na reta final a construção das 56 casas do Residencial Altos da Figueira, o primeiro empreendimento habitacional implantado em Sidrolândia dentro dos novos moldes do Programa Minha Casa, Minha Vida, com toda infraestrutura (água, luz, asfalto, drenagem, casas com aquecedor solar) e que usa uma tecnologia de construção diferenciada, a partir do uso de placas pré-moldadas. Só falta fazer a pintura interna de 14 casas. A empreiteira deve entregar a obra dia 25, mas há ainda previsão de quando será inaugurada.

Os futuros ocupantes das casas já foram selecionados antes mesmo da obra ser iniciada. São famílias que ocupam áreas de risco no Pé de Cedro e na região das Malvinas no Bairro São Bento. Eles estão ansiosos pela entrega das casas que começaram a ser construídas em julho do ano passado.

É o caso de dona Ana Maria e o esposo Geraldo Rosa, que há 15 anos construíram duas peças na área verde, nascente de um córrego, nos fundos do Bairro Pé de Cedro. Seus filhos nasceram e cresceram morando num local suscetível a alagamentos, onde a água e a luz são obtidas com ligações de gambiarra e furar a fossa séptica é um problema porque o lençol freático fica após um metro de perfuração.

"Neste período vi a Prefeitura entregar o Morada da Serra e todas as etapas do Sidrolar", conta a moradora, que há 10 anos fez inscrição no cadastro da Prefeitura para se habilitar a uma casa. Com o salário comercial do marido como única renda da família, a opção foi continuar morando num local precário.

Na região das Malvinas a expectativa é a mesma das famílias que moram no Pé de Cedro. Não vêem a hora de se mudar para casa nova. "Aqui é muito sofrimento. A cada chuva, inunda o barraco inteiro, a gente perde tudo e na última chuva a enxurrada só não levou a gente, porque a Prefeitura colocou pedras na rua", comenta dona Helena Maria da Conceição, que há mais de seis anos se mudou com o marido para a área. Região não tem água encanada e o risco de contaminação é alto porque o poço tem a mesma profundidade da fossa (1,5 metros).

"Na época da política colocaram energia elétrica", conta a moradora. Mesmo com todas as dificuldades ela prefere continuar no barraco porque o salário que o marido recebe da Seara, em torno de R$ 800,00, é pouco para pagar aluguel, luz, água e fazer as compras do mês.

Ela e a vizinha, dona Maria Helena dos Santos, acham até bom que a viela de acesso aos barros está praticamente intransitável. "A enxurrada abriu esta buraqueira, mas pelo menos este pessoal que vinha aqui fumar maconha não apareceu mais", relata.  

Admite que além do consumo de drogas, o local serviu para marginais esconderam motocicletas e bicicletas roubadas. "A gente vê estas coisas erradas e fica quieto", conta.