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Sidrolandia

Cascatinha vai ser asfaltado como contrapartida de loteamento para não oferecer área institucional

Ano passado a Prefeitura chegou a cadastrar no Ministério das Cidades, o projeto de pavimentação do bairro inteiro, obra orçada em R$ 1,7 milhão.

Flávio Paes/Região News

07 de Dezembro de 2015 - 08:21

Uma das regiões da cidade que mais sofre com alagamentos (um quadrilátero do Cascatinha encravado entre as ruas Cuiabá e Ponta Porã) será pavimentado ainda no primeiro trimestre 2016. Como contrapartida por não ter que reservar 5 mil metros quadrados para o município, como área institucional, a empresa que vai implantar o Loteamento Residencial do Lago, proximidades do Clube dos Funcionários da JBS/Seara, vai executar a obra num quadrilátero onde em 2011, ainda na gestão Daltro Fiúza, o projeto do asfalto foi deixado pela metade, com parte da tubulação da drenagem enterrada, que não ajudou no escoamento da enxurrada.

Ano passado a Prefeitura chegou a cadastrar no Ministério das Cidades, o projeto de pavimentação do bairro inteiro, obra orçada em R$ 1,7 milhão, dentro do PAC das Cidades de 50 mil habitantes, que não foi levado adiante porque o Governo Federal cortou os recursos. Pelo acordo celebrado pela Prefeitura, os empreendedores, Lago Empreendimentos Imobiliários, vai  pavimentar, abrir bocas de lobo e meio fio em trechos das Ruas Martins Fradik, Antônio Correia Hortencio, Nelio Saraiva Pain e Antônio Ferreira da Silva, todas estão entre as Ruas Ponta Porã e Rua Cuiabá.

Cascatinha vai ser asfaltado como contrapartida de loteamento para não oferecer área institucionalPara quem mora nestas ruas  o anúncio de que há uma perspectiva do asfalto chegar já é recebido com alívio. É o caso de dona Maria Aparecida, 63 anos, que mora há 10 anos no bairro e até já se conformou com a rotina de poeira intensa na época de estiagem e um barro, que torna a rua intransitável, quando chove.

Em frente da casa dela a enxurrada fica empoçada, dificultando o acesso à garagem. “Já estive várias vezes na Prefeitura, pedindo para colocarem pedra brita”, informa. Dona Erotildes mora sozinha, mas cuida das netas. Quando chove as crianças tem muitas dificuldades para irem à escola e tiveram de voltar para casa porque caíram da bicicleta no barro e “aí molha os livros e cadernos”.