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Sidrolandia

Caso Bruno: mulher do goleiro não fala em depoimento à polícia mineira

A delegada de Contagem Alessandra Wilke, que investiga a denúncia de assassinado de Eliza, chegou ao Departamento de Investigação por volta das 9h.

O globo

16 de Julho de 2010 - 15:28

A mulher do goleiro Bruno, Dayanne Fernandes usou, nesta sexta-feira, o direito de ficar calada durante o primeiro depoimento após ser presa suspeita de envolvimento do desaparecimento de Eliza Samudio, informou o advogado de defesa Frederico Franco. Ela seria ouvida no Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde chegou por volta das 7h45m. Ela chegou com uniforme de presidiária e algemada. A delegada de Contagem Alessandra Wilke, que investiga a denúncia de assassinado de Eliza, chegou ao Departamento de Investigação por volta das 9h. O depoimento terminou por volta das 12h30.

De acordo com o advogado, ela foi orientada a falar somente em juízo. Ainda segundo ele, a defesa ainda não teve acesso ao inquérito completo, e por isso, o silêncio.

Dayanne foi detida no dia 25 de junho e liberada. No dia 7 de julho, foi presa e desde então está no Complexo Penitenciário Estevão Pinto. No início das investigações, ela foi autuada por subtração de incapaz, suspeita de ter escondido o filho de Eliza. Ao depor, na ocasião, ela disse que Eliza abandonou o bebê. A criança foi encontrada na casa de desconhecidos e hoje está sob a guarda da avó materna.

No início da tarde desta sexta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, chegou ao Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), em Belo Horizonte. A polícia tentará ouvi-lo novamente. Ele estava algemado e com uniforme da penitenciária Nelson Hungria. O advogado Frederico Franco lembrou que já orientou seu cliente a só falar em juízo.

Em relação ao habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais aos seis suspeitos que representa, Franco disse que vai entrar com recurso assim que for informado oficialmente da decisão. O advogado atua ao lado de Ércio Quaresma na defesa de Bruno, Luiz Henrique Romão - Macarrão; Wemerson Marques de Souza - Coxinha; Elenilson Vitor da Silva; Flávio Caetano de Araújo; e Dayanne Rodrigues do Carmo Souza.

Na semana passada, a defesa divulgou que pretende montar uma equipe multidisciplinar para fazer uma investigação paralela sobre o caso. De acordo com Franco, a intenção é rebater o pouco que a defesa conhece do inquérito.