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Sidrolandia

Caso Mércia: relatório deve ser encaminhado até próxima semana

Antônio Olim afirmou que o relatório já está sendo redigido e será entregue à Justiça mesmo sem laudos da perícia, sendo que um pedido de prisão poderá ser feito até o fim do mês

Abril

21 de Julho de 2010 - 14:15

O delegado encarregado das investigações sobre o homicídio de Mércia Nakashima, Antônio Olim, disse nesta quarta-feira (21) que o relatório do caso já está sendo escrito e será encaminhado à Justiça até a próxima semana, ainda que os laudos da perícia não tenham sido entregues. Um novo pedido de prisão deve ser feito até o fim do mês.

Em
entrevista à TV Record, Olim reafirmou a culpa do advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, que diz ser inocente. “Ficou bem claro que ele (Mizael) está mentindo. Eu coloquei ele na parede.”

O delegado disse ter confrontado o ex-PM com o registro de ligações telefônicas feitas por um
celular de Mizael. Ele teria ligado 16 vezes para o vigia Evandro Bezerra Silva, suspeito de ter participado do assassinato, quando a advogada desapareceu, no dia 23 de maio. “Ele não soube responder a essas ligações e ficou bem claro que eles (Mizael e Evandro) se encontraram naquele dia.”

Segundo Olim, Mizael também teria ligado uma vez para a ex-namorada no dia da morte. “Ou ele já tinha combinado com ela ou a pegou no caminho (para Nazaré Paulista)”, disse.

Ele descartou uma acareação. Na segunda (19), Evandro teria detalhado que ele e Mizael passaram por uma viatura da
Polícia Militar em uma estrada de Bonsucesso, que leva à casa do ex-PM. Olim disse ter recebido confirmação de que uma viatura da PM esteve no local, por volta das 22h, atendendo uma ocorrência entre um gol prata e uma moto.

Ainda segundo Olim, Evandro teria dito que ficou com Mizael até este encontrar Mércia, entre 19h e 19h30, quando volta para casa, retornando para buscar o ex-PM apenas às 22h. “Mas acreditamos que ele participou de tudo.”

Afogamento
A advogada Mércia Mikie Nakashima, 28 anos, morreu afogada, segundo apontou o resultado do exame necroscópico feito pelo Instituto Médico Legal (IML) divulgado nesta terça (20). A informação foi confirmada pela Secretaria de
Segurança Pública (SSP) do Estado. Segundo o delegado Olin, ela levou um tiro no braço esquerdo. A bala atravessou o braço e atingiu o maxilar da vítima. A advogada, no entanto, não morreu por causa do ferimento. No exame, foi constatado afogamento como a causa da morte. Ela foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, após ficar 19 dias desaparecida.