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Sidrolandia

Catadores vão à Prefeitura cobrar salário e protestar contra suspensão do serviço

Alguns trabalhadores dependem do dinheiro destas diárias para atender suas necessidades, a compra de gêneros alimentícios, o pagamento de aluguel ou até de pensão.

Flávio Paes/Região News

12 de Agosto de 2013 - 10:49

Um grupo de 11 catadores de material reciclável que atua no aterro sanitário se concentrou logo pela manhã para protestar contra a suspensão do serviço e cobrar o recebimento dos dias trabalhados referentes ao período de 16 de julho até o último dia 7. 

Com o aval da Secretaria de Serviços Urbanos, eles estavam trabalhando num ambiente insalubre sem equipamentos de proteção e segurança, além de não ter  registro em carteira. Os trabalhadores foram recrutados por Derci Martinelli autorizado pelo secretário de Serviços Públicos, Alcione Martins, a explorar a venda do material levado até o aterro pela empresa responsável pela coleta do lixo na cidade.

A alegação do micro empreendedor para desistir do negócio e enfrentar dificuldades para pagar os trabalhadores é que em 21 dias de serviço, conseguiu levantar R$ 2.400,00 com a venda de 4 toneladas de material coletado . Esta receita seria suficiente para cobrir os gastos com o pagamento de dois trabalhadores, que tiveram a promessa de quem ganhariam R$ 700,00, mais 20% de insalubridade, almoço e transporte, gerando um custo de R$ 1.200,00. Ele contava com uma produção mensal de 40 toneladas.

Alguns trabalhadores dependem do dinheiro destas diárias para atender suas necessidades, a compra de gêneros alimentícios, o pagamento de aluguel ou até de pensão. É o caso de Benedito José Honório, 47 anos, morador no Residencial Pé de Cedro, que conta o dinheiro para pagar a pensão alimentícia do seu filho. “Quero receber, pois estou ameaçado de ir preso”. Outros se queixavam de que estão devendo no mercado onde compraram a crédito.