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Sidrolandia

Coamo inicia terraplanagem do seu complexo e lança terça-feira fábrica em Dourados

As máquinas estão trabalhando na terraplanagem do terreno de 33 hectares às margens da MS- 162, na saída para Maracaju.

Flávio Paes/Região News

04 de Dezembro de 2016 - 22:44

Com previsão de entrega da primeira etapa do entreposto em junho de 2017, foram iniciadas na semana passada as obras de construção da unidade de Sidrolândia da Coamo (Cooperativa Agroindustrial com sede em Campo Mourão), que exigirá investimento de R$ 43,1 milhões.

As máquinas estão trabalhando na terraplanagem do terreno de 33 hectares às margens da MS- 162, na saída para Maracaju. Na terça-feira acontece em Dourados, o lançamento da pedra fundamental de uma fábrica de óleo de soja onde serão investidos quase R$ 600 milhões. Na unidade haverá esmagamento de soja, extração, refino e envasamento do óleo comestível.

A construção do entreposto envolverá aproximadamente 10 empreiteiras, com previsão de gerar pelo menos 200 empregos (entre diretos e indiretos), além de aquecer segmentos como o de serviço (hotelaria, restaurantes) durante o transcorrer das obras. A unidade em si, quando estiver funcionando, vai abrir 50 empregos diretos e outros 150 indiretos. O complexo terá estrutura para armazenar mais de 1 milhão de sacas.

Estão planejadas duas moegas com tombador para caminhões bitrem; um secador para 150 toneladas hora; três silos pulmão com capacidade para 20 mil sacas cada um, totalizando 60 mil sacas; seis silos de armazenagem, cada um com capacidade para 170 mil sacas.

Haverá ainda dois silos para resíduos para 17 mil sacas cada (somando no total 34 mil sacas); uma estrutura de 900 metros quadrados, onde funcionará o setor administrativo; a loja de peças e pré-classificação, de uma agência do banco da cooperativa, o Credicoamo. Num pavilhão de 3.060 metros quadrados servirá como armazém de insumos agrícolas.

A Coamo (com matriz na cidade paranaense de Campo Mourão) é uma das gigantes do cooperativismo nacional, com associados que cultivam 4 milhões de hectares, sendo hoje a 48ª maior empresa do País. Seus armazéns tem capacidade para 5,78 milhões de toneladas. Em 2015 teve uma receita global de R$ 10,6 bilhões, com recolhimento de R$ 405,4 milhões em tributos.

Em setembro diretores da cooperativa estiveram em Sidrolândia para receber a escritura da área que foi adquirida com intermediação do corretor Clédio Santiani.