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Sidrolandia

Colapso no transporte universitário se agrava e alunos ficam novamente sem ônibus

Nesta terça-feira a entidade não conseguiu colocar na praça central os sete ônibus e duas vans necessários para levar os quase 500 acadêmicos para estudar em Campo Grande.

Flávio Paes/Região News

11 de Novembro de 2015 - 07:00

O transporte universitário, gerenciado pela Associação dos Estudantes Campesinos, pelo visto entrou num processo de colapso irreversível, que exigirá a intervenção da Prefeitura para os acadêmicos não serem prejudicados, perdendo o ano letivo por não terem como se deslocar até Campo Grande.

Nesta terça-feira a entidade não conseguiu colocar na praça central os sete ônibus e duas vans necessários para levar os quase 500 acadêmicos para estudar em Campo Grande. Se na segunda-feira a entidade improvisou de última hora uma frota reduzida para levar aproximadamente 190 acadêmicos que tinham provas, ontem, o problema se agravou.

Nenhum veículo saiu da praça, para desespero de acadêmicos, como os vindos do assentamento que além de perder aula, só teriam como voltar para casa, perto da meia-noite, quando o ônibus faz o retorno para a zona rural. O vereador David Olindo (PDT), chamado às pressas pelos acadêmicos para que encontrasse uma solução, não conseguiu convencer a Vacaria Transporte para ceder alguns veículos que pelo menos levasse quem tinha prova.

Colapso no transporte universitário se agrava e alunos ficam novamente sem ônibusA presidente da Associação dos Estudantes Campesinos, Maria Nazareth, que na segunda-feira atribuiu o problema a uma suposta fiscalização da Agepan, agência que teria retido os veículos (que efetivamente não aconteceu), mudou o discurso: a Monte Sião, não teria cumprido a promessa de enviar os ônibus por falta de pagamento. Esta é a terceira empresa que provavelmente desistiu do serviço desde o ano passado.

Diante do caos instalado, o presidente da Câmara, que pretende instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para esclarecer a situação, se reuniu nesta quarta-feira com o prefeito Ari Basso (PSDB) para discutir a situação. Como a Associação dos Campesinos perdeu credibilidade das empresas, temerosas de novos calotes, David deve propor que o município encampe o serviço neste resto de ano letivo.