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Sidrolandia

Com ajuste fiscal, governo corta em 88% vagas do Pronatec para Sidrolândia

Ao invés dos 25 cursos oferecidos em 2014 (ministrados por Senac e Senai), com 541 vagas, neste ano, só haverá dois cursos.

Flávio Paes/Região News

07 de Setembro de 2015 - 23:37

As medidas de ajuste fiscal adotadas pela presidência Dilma Roussef, que bloqueou mais de R$ 9,5 bilhões do orçamento de 2015 do Ministério da Educação, acabaram impactando fortemente a oferta de cursos e de vagas do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) para Sidrolândia. Ao invés dos 25 cursos oferecidos em 2014 (ministrados por Senac e Senai), com 541 vagas, neste ano, só haverá  dois cursos (montador de computador e agente de limpeza pública), com redução 88% das vagas.

Segundo a secretária Municipal de Assistência Social, Joana Michalski, em principio estão previstas 20 vagas para o curso de agente de limpeza pública que será ministrado pelo Senai e 40 de montador de computador, sob responsabilidade do Senac, num laboratório de informática existente na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

“É lamentável que tenha praticamente se enterrado um projeto tão importante, como este”, avalia o vereador Edno Ribas, que ano passado, conseguiu, a partir de gestões junto ao prefeito Ari Basso, a montagem nas antigas instalações da Escola Sidrônio Antunes de Andrade, da estrutura de vários cursos ministrados pelo Senac, como os de maquiador, piazzaiolo, salgadeiro, operador de caixa. “Boa parte dos formandos conseguiram entrar no mercado de trabalho a partir desta formação”, sustenta Edno.

Ano passado dos 541 alunos matriculados, 322 concluíram os cursos, havendo uma evasão de 219 de estudantes. Foram ministrados cursos de recepcionista, operador de caixa, auxiliar de recursos humanos, vendedor, manicure/pedicure, maquiador, auxiliar administrativo; costura industrial; predial; horticultor orgânico. No primeiro semestre foram 319 vagas disponibilizadas, 202 alunos terminaram. No segundo semestre, houve a oferta de mais 222.  

Em 2015, primeiro ano de governo com o lema “Brasil, Pátria Educadora”, a Educação do país sofreu um corte de verbas. O MEC teve um bloqueio de R$ 9,42 bilhões no orçamento, o terceiro em ordem de grandeza entre todos os ministérios. O valor aprovado pelo Legislativo era de R$ 48,81 bilhões e recuou para R$ 39,38 bilhões – uma limitação de 19,3%.

"Mesmo em um ano de ajuste fiscal, o governo federal vai ofertar um total de 1,3 milhão de novas vagas pelo Pronatec", ressaltou o MEC. O número é o menor desde o ano de lançamento do programa, em 2011, quando 770 mil pessoas efetuaram matrícula. Em uma comparação com 2014, por exemplo, a diminuição no ritmo de abertura de novas vagas chega a 57%.