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Sidrolandia

Com aval de 82,3% dos trabalhadores, Sindaves fecha acordo com JBS que garante 8,5% de reajuste

Foram duas rodadas de negociação, a última delas na quarta-feira, quando a empresa avançou na sua proposta inicial que era de 7% para os 8,5% em duas parcelas.

Flavio Paes/Região News

11 de Dezembro de 2016 - 21:16

Os 2 mil trabalhadores da JBS/Seara garantiram reajuste de 8,5%, sendo 6% aplicados sobre o vencimento de novembro e a parcela complementar, de 2,5%, começa a ser paga em março, sobre o vencimento de outubro. O acordo foi aprovado por 82,3% dos trabalhadores que votaram em assembleias realizadas na quinta e sexta-feira da semana passada. Dos 1.151 votantes, 944 se posicionaram em favor da proposta e 207 rejeitaram.

Foram duas rodadas de negociação, a última delas na quarta-feira, quando a empresa avançou na sua proposta inicial que era de 7% para os 8,5% em duas parcelas, que de imediato eleva para R$ 1.072,00 o piso salarial dos trabalhadores. “Diante do momento de crise econômica e turbulência política que travam os investimentos, foi o acordo possível”, avalia o presidente do Sindaves, Sérgio Bolzan. Ele considera como “conquista”, o compromisso da empresa de manter os três turnos de serviço, quando algumas unidades da JBS estão sendo fechadas (caso de Itaporã) e em outras (como a Dourados) o terceiro turno foi eliminado, o que resultou na demissão de funcionários. 

Alguns itens do acordo coletivo foram renovados, como a garantia de plano de saúde; a cobrança do vale transporte na base de 3,6% sobre o piso (R$ 38,59), quando a legislação estabelece 6% sobre o efetivo salário recebido pelo trabalhador. Também foi garantida a manutenção da cesta básica, mesmo para aqueles que estão afastados por licença médica ou tiveram faltas (justificadas ou não). “A empresa pretendia restringir o fornecimento da cesta aos que tivessem assiduidade e com isto poderia melhorar a proposta salarial”, explica Bolzan. Atualmente há 268 trabalhadores “encostados”, recebendo auxilio doença do INSS, 13,4% do contingente de pessoal do frigorífico. Alguns estão nesta situação há 8 anos, a maioria, vítimas de esforço repetitivo.

Para tentar estimular a assiduidade, a empresa continuará pagando em abril, uma gratificação de R$ 550,00 a R$ 650,00 ao trabalhador que não faltar nos 12 meses anteriores. Em média, a empresa perde por mês 14 mil horas de trabalhos com faltas; incluindo 3.500 horas de quem não tem atestado médico. Em alguns setores, quem não falta ao longo dos 30 dias, ganha um prêmio de R$ 50,00.