Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 11 de Agosto de 2022

Sidrolandia

Com corte do Pronatec, Fecomércio ainda não tem programação de cursos para Sidrolândia

Uma alternativa será oferecida pelo SESI, mas o custo (entre R$ 1.200,00 e R$ 2.500,00) terá de bancado por empresa

Flávio Paes/Região News

10 de Setembro de 2015 - 10:21

A crise econômica, combinada com o corte de quase 80% nos recursos do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) praticamente comprometeram a programação de cursos de capacitação para Sidrolândia oferecidos pela Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul).

As dificuldades foram descritas pelo presidente da entidade, Edison Araújo, que na quarta-feira recebeu uma delegação da cidade que foi reivindicar uma série de discursos a partir da demanda de qualificação da mão de obra levantada junto ao comércio.

“O presidente foi bastante receptivo, mas a tendência é que os investimentos maiores sejam feitos mesmo em 2016”, comenta o vereador Edno Ribas (PDT), que desde o ano passado vem fazendo está intermediação para assegurar a realização de cursos profissionalizantes.

Se em 2014 foram disponibilizadas mais de 200 vagas para pelo menos 20 cursos promovidos pelo Senac, com recursos do Pronatec, até agora, as vésperas do último trimestre do ano, não há expectativa que haja qualquer curso, muito embora, tenha se destinado inicialmente para a cidade um curso de montador com 20 vagas. “Infelizmente por enquanto não haverá como resolver esta questão de carência de mão de obra treinada para atuar em funções como a de repositor de estoques, vendedor, açougueiro”, comenta Edno.

Outra preocupação é qualificar funcionários para trabalhar no Frigorífico Balbinos, que deve começar a funcionar em janeiro com expectativa de gerar 800 empregos diretos. São necessários cursos para treinar quem queira trabalhar como desossador, por exemplo, além de atender o segmento de supermercados que tem uma demanda grande por açougueiros”, comenta.

Uma alternativa será oferecida pelo SESI, mas o custo (entre R$ 1.200,00 e R$ 2.500,00) terá de bancado por empresa. “É necessário que pelos menos 15 empresas participem para o curso se viabilizar com até 80 alunos”.

O secretário Ilson Peres, que representou o prefeito Ari Basso na reunião, destacou a necessidade de apoio do sistema “S” como o todo, incluindo Fecomércio e Fiems, onde o prefeito esteve na semana passada.

“O mercado está exigindo cada vez mais profissionais preparados. Há necessidade cursos de assentador de revestimento cerâmico, auxiliar de estoque, desossador, eletricista industrial, encanador, panificação, mecânica automotiva, mecânica de motos, operador de retroescavadeira, pintor de obras e soldador”.