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Sidrolandia

Com estiagem, obras no Sol Nascente avançam e asfalto chega a algumas ruas

A terra vermelha deu lugar ao preto do piche para alívio dos moradores, após 15 anos de convivência com a poeira e o barro.

Flávio Paes/Região News

11 de Agosto de 2014 - 09:41

Dois meses após a retomada das obras, as primeiras ruas do Bairro Sol Nascente começam a receber o asfalto e outras, a primeira camada do pavimento (a chamada imprimação), fase que antecede a aplicação do asfalto.

O cronograma da obra que deve estar concluída até o final de setembro, foi prejudicado pelas chuvas registradas ao longo do mês de julho.

Com a estiagem, a obra agora está no seu ritmo total e em algumas vias, como a Dona Tutinha e Rosendo Guardiano, a terra vermelha deu lugar ao preto do piche para alívio dos moradores, após 15 anos de convivência com a poeira e o barro.

A chegada do asfalto é avaliada como o fim de um ciclo de dificuldades por uma fase de valorização dos imóveis e mais qualidade de vida para que convive há mais de10 anos com os problemas de morar numa rua sem pavimentação.

“Estou aqui há 14 anos e estava mais do que na hora do asfalto ser feito, afinal, o bairro é bem localizado, fica na entrada da cidade, as casas são de bom padrão”, destaca Luiz Carlos Teixeira, 40 anos, funcionário da JBS/Seara.

O anúncio feito em julho pela Prefeitura, de que em três meses o Sol Nascente estaria asfaltado, foi recebido com desconfiança pelos moradores, depois de quase três anos de promessas (não cumpridas) pelo Poder Público de terminar a obra que teve a ordem de serviço assinada há quatro anos.

Inicialmente a empreiteira responsável, a Policon Engenharia, executou parte dos 970 metros de drenagem, mas o serviço foi interrompido com 3,24% executado e com 24% dos recursos liberados (R$ 236.925,24) pelo Ministério das Cidades. Denúncias sobre supostas e irregularidades no processo de licitação levaram o Ministério Público a abrir um inquérito.

A Promotoria recomendou e a Caixa Econômica a suspensão dos pagamentos enquanto durasse a apuração. Como nada se comprovou as obras puderam ser retomadas no início de julho.

Dos R$ 987,6 mil previstos no convênio firmado com o Ministério das Cidades, já foram liberados R$ 421.803,95, além da contrapartida da Prefeitura de R$ 394.100,69, que construiu  uma galeria celular de 358 metros com dissipador de energia que margeia o Parque Ecológico.

Esta galeria leva a enxurrada que desce da Avenida Antero Lemes, passará sob a rodovia, até a nascente do Rio Vacaria. O projeto prevê a pavimentação de 2,3 quilômetros no Sol Nascente, abrangendo as ruas Rosendo Guardiano, Dona Tutinha, Domingo Francisco da Silva, Professor Carlos Osmar e Sonia Almeida.