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Sidrolandia

Com expectativa de arena para a Copa, Andres tenta findar histórico de promessas

Falar em construção de estádio do Corinthians nestes 99 anos de fundação foi como esperar o dia de “São Nunca”. Dezenas de maquetes, projetos e promessas foram apresentados durante décadas.

Uol

31 de Agosto de 2010 - 08:20

A um dia de completar 100 anos de idade, o clube, enfim, promete oficializar a nova arena alvinegra, que será sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.

O atual plano, ao contrário das diversas tentativas passadas, tem um diferencial: estão definidos a empresa que bancará a obra (Odebrecht) e seus apoiadores: Governo de São Paulo e CBF, com aval da Fifa.

Andres Sanchez anunciará o projeto do estádio em Itaquera no aniversário do Corinthians, quarta-feira, no Parque São Jorge, evento que terá a presença do corintiano e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

“A Odebrecht comprou os naming rights do projeto. Toda engenharia financeira já foi fechada. Falta muito pouco, muito menos do que o pessoal imagina”, comunicou Andres.

O projeto de R$ 350 milhões é de um estádio para 48 mil pessoas, sendo que a Fifa exige 65 mil para sediar a abertura de um Mundial.

PROJETOS FRUSTRADOS

  • Com expectativa de arena para a Copa, Andres tenta findar histórico de promessas

    Maquete do estádio que seria batizado de Coringão, de 1975

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    Fielzão, estádio idealizado pelos torcedores do Corinthians

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    Fundo norte-americano idealizou estádio do Corinthians, em 2002

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    Arena idealizada pela Banif perdeu disputa com Itaquera

Portanto, além de encontrar investidores para erguer a arena, os interessados na organização da Copa em São Paulo terão que levantar uma verba extra de até R$ 180 milhões.

Todo tipo de promessa

De tanto rabiscos, rascunhos e maquetes elaborados nestes 99 anos, algumas promessas de estádios acabaram viraram relíquias para apreciadores de “artigos trash”.

Em 1982, o meio-campista Sócrates, um dos líderes da Democracia Corintiana, estrelou campanha na TV convocando a torcida alvinegra para o lançamento da pedra-fundamental do sonhado estádio corintiano. O comercial foi exibido, mas o estádio não cresceu.

"Você vibrou com essa jogada [apontando para o gol do Corinthians]. Agora veja essa [mostrando o desenho do projeto de estádio corintiano]", disse um empolgado Sócrates, em comercial exibido em 1982, na TV Globo.

Já em 2006, um grupo de torcedores decidiu convocar a nação alvinegra para bancar o estádio batizado de Fielzão. A ideia era arrecadar R$ 300 milhões. Resultado: menos de R$ 30 mil arrecadados. Ou seja: 0,0001% do valor pretendido.

Com esse valor foi possível apenas comprar aparelhos de musculação da academia do Parque São Jorge.

Vicente Matheus, por exemplo, prometeu o estádio “Vicentão”, conseguindo terreno com a prefeitura de São Paulo em Itaquera. O projeto previa capacidade para 200 mil espectadores.

O alto custo e direcionamento do investimento para o departamento de futebol quebraram o projeto, justificava o então mandatário do clube.

Com Dualib, o Corinthians se associou ao fundo de investimento norte-americano Hicks, Tate, Muse & Furst para, entre outras ações, viabilizar a arena do clube.

O terreno foi adquirido em 2001 (na Raposo Tavares), tendo até placa no local destacando que ali seria erguido estádio. Os recursos não foram viabilizados e o terreno foi revendido.

Ex-investidor do clube, Kia Joorabchian entregou proposta de estádio a Dualib. A ideia ficou apenas no papel.

O histórico de promessas também mirou casas já conhecidas. Pacaembu e Fazendinha também ganharam planos de reformas. Nenhuma vingou.