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Sidrolandia

Com novo piso, em sete anos, professor terá aumento real de 113%

Só a parcela de 2016 de aumento real, vai gerar um custo extra de R$ 226.850,000 na folha de pagamento, aproximadamente R$ 2.722 milhões ao longo de um ano.

Flávio Paes/Região News

07 de Dezembro de 2015 - 14:27

O plano de cargos, carreira e salários do magistério municipal, aprovado na quarta-feira passada pela Câmara, garante um ganho real (acima de inflação) de 113%  em sete anos para os professores da rede pública de Sidrolândia. Até setembro de 2022 a categoria estará ganhando por 22 horas/aula R$ 2.743,65 o piso nacional do magistério, previsto num projeto da senadora Vanessa Graziotti.

No Senado o projeto só passou pela Comissão de  Educação, Cultura e Esporte, vai para Comissão de Assuntos Econômicos e caso seja aprovado, será encaminhado para deliberação dos deputados, ou seja, a tramitação não vai ser concluída neste ano, além de correr o risco de veto por parte da presidente da República. Hoje o piso é de R$ 1.917,78, enquanto os professores com faculdade recebem R$ 1.285.13.

Com novo piso, em sete anos, professor terá aumento real de 113%Na avaliação do vereador Waldemar Acosta (PDT), que atuou na sistematização das emendas à proposta enviada pelo Executivo, um dos avanços mais significativos é que a versão aprovada pelos vereadores definiu um cronograma de incorporação do piso nacional, enquanto a versão original, embora também projetasse o piso para 2022, condicionava o beneficio a disponibilidade orçamentária e financeira da Prefeitura. Além disso, a primeira parcela seria só em 2017.

“Não poderíamos ser irresponsáveis de garantir o piso nacional de uma só vez a partir de 2016. A Prefeitura simplesmente não conseguiria pagar. Seria vender uma ilusão ao professor, fazer demagogias. Optamos por um caminho gradativo é responsável”, comenta. O cronograma de reajuste prevê a concessão em 2016 (sem contar o reajuste anual de maio), de 13,49%  a partir de setembro e de mais seis parcelas, consecutivas, sempre em setembro, de 16,75%,  sendo que a última será em 2022.

Só esta parcela de aumento real, vai gerar um custo extra de R$ 226.850,000 na folha de pagamento, aproximadamente R$ 2.722 milhões ao longo de um ano. Com base nos números atuais,  a “folha” do magistério subiria de R$ 1.745.873,58 para R$ 1.968.850,00. “O atual e o próximo prefeito vão ter de ajustar as contas, incrementar a receita, para honrar este compromisso com os professores”, admite o vereador.

O piso nacional é fixado anualmente pelo Governo Federal. Neste ano, por exemplo, foi aplicado um reajuste de 13%. A proposta da senadora Vanessa Graziotti, elevaria o valor atual em 43%.  A tendência é que acabe sendo aplicado para 2016 uma correção em torno de 10%, que corresponde a inflação oficial dos últimos 12 meses. Isto significa que muito provavelmente, o professor de Sidrolândia tenha equiparação ao piso antes de 2022, já que este prazo foi previsto tomando como referência que o piso aumente no ano que vem num percentual maior que o aplicado para 2015.