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Sidrolandia

Com novo protesto, professores tem segunda semana do saco cheio do ano

Em carta encaminhada aos senadores de Mato Grosso do Sul, os sindicatos cobram apoio contra as medidas encaminhadas pelo governo Temer ao Congresso.

Flávio Paes/Região News

11 de Novembro de 2016 - 09:44

Com a adesão a “greve geral” contra atos do presidente Michel Temer, convocada por movimentos sindicais ligados ao PT, os professores terão em menos de um mês a segunda semana do saco cheio. A primeira, mais tradicional, foi em outubro, quando as escolas ficam sem aula com a emenda dos feriados da Divisão (11), da Padroeira (dia 12) e o Dia do Professor (dia 15).

Em Sidrolândia, só uma escola (a estadual Sidrônio Antunes de Andrade) não aderiu a paralização. Os professores das outras três estaduais e da rede municipal resolveram parar, mas não demonstraram o mesmo entusiasmo para prestigiar o ato que está sendo realizado na Praça Porfirio de Brito, onde poucos estão participando da manifestação.

Desta vez, ao menos 400 mil estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior de instituições públicas de Mato Grosso do Sul terão feriado prolongado a contar desta sexta-feira, a segunda-feira (é ponto facultativo) véspera do feriado nacional da proclamação da República. Portanto, alunos e os próprios professores só voltam para as salas de aula na quarta-feira (16). 

O movimento é organizado pela CUT (Central Única de Trabalhadores), Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Adufms (Associação dos Docentes da Universidades Federal de Mato Grosso do Sul), Sista-MS ( Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul ), Aduems (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), dentre outros sindicatos.

Em carta encaminhada aos senadores de Mato Grosso do Sul, os sindicatos cobram apoio contra as medidas encaminhadas pelo governo Temer ao Congresso. “Conclamamos os senadores de Mato Grosso do Sul a defenderem a educação pública e os direitos sociais e trabalhistas conquistados de forma democrática, votando contra a PEC 55”, afirma o documento.

De acordo com os manifestantes, a PEC 55, que tramita no Senado – era PEC 241 na Câmara dos Deputados –, indica redução ainda maior dos investimentos no serviço público, especialmente na educação e saúde, por 20 anos.