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Sidrolandia

Com um morto a cada três dias, trânsito é um dos desafios na administração de Bernal

Esse ano, mais de 120 pessoas já morreram no trânsito, ou seja, uma pessoa morta a cada três dias, vítimas de acidente de trânsito na Capital

Midiamax

28 de Dezembro de 2012 - 08:10


A cada ano, a frota de veículos em Campo Grande aumenta e, com isso surgem os problemas no trânsito como engarrafamento, má fluidez e acidentes que geram os desafios para as futuras administrações que terão de repensar a movimentação de veículos e pedestres da Capital.

Esse ano, mais de 120 pessoas já morreram no trânsito, ou seja, uma pessoa morta a cada três dias, vítimas de acidente de trânsito na Capital. Em 2011 foram 132 vítimas fatais.

Grande parte dos acidentes são por conta de irresponsabilidades dos próprios condutores, muitas vezes embriagados ou transitando em alta velocidade. Segundo a Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran), 750 pessoas foram autuadas por conduzirem alcoolizadas no ano passado.

O prefeito eleito, Alcides Bernal (PP), conversou com a reportagem a respeito do assunto. “Será feito um levantamento técnico dessa situação, para uma reorganização do trânsito não só da área central”, diz Bernal que também ressaltou a importância da realização de uma auditoria na Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), para avaliar os gastos.

“A partir do dia 1° de janeiro, os nossos técnicos estarão na Agetran, para fazer todo esse levantamento”, lembra.

A Capital que tem aproximadamente 790 mil habitantes, possui frota de 445.724 veículos. Desses, 228.571 são carros; 107.259 motos; 36.982 caminhonetes; 1.833 e o restante de outros tipos de veículos, de acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), com informações do último mês de setembro.

A maioria dos entrevistados, motoristas, motociclistas e pedestres concordam que deva haver um planejamento sério com soluções eficácias, tanto para o Centro quanto para bairros num logo prazo.

No centro de Campo Grande, qualquer cidadão pode observar, por exemplo, não só nos horários de pico, o tráfego lento na avenida Afonso Pena e demais vias do quadrilátero central, além dos incômodos congestionamentos, como por exemplo da avenida Calógeras com a Afonso Pena.

Já nos bairros e entorno, o maior problema são os acidentes, tanto de menor gravidade quanto com vítimas fatais.

Segundo a Santa Casa, no período de recesso de Natal em 2011, entre 23 a 26 de dezembro, 95 pessoas foram atendidas, vítimas de acidentes. Dessas, 55 estavam em motocicletas.

Já em 2012, de 21 a 26 de dezembro, foram 124 atendimentos, inclusive com um óbito. Dessas, 86 trafegavam em moto.

Também em 2011, 2.137 pessoas vítimas de acidentes de trânsito foram internadas em Mato Grosso do Sul. Isso custou R$ 1,8 milhão aos cofres públicos, segundo o Ministério da Saúde.

“Tem que se investir cada vez mais no transporte público, ciclovias. E nos pequenos percursos, fazer o deslocamento a pé, no que for possível”, argumenta o comandante da Ciptran, tenente-coronel Vilassanti Romero.

“Acredito que precisamos de mais vias de desafogamento, mais opções para os motociclistas, ciclovias e radares”, diz a motociclista e auxiliar administrativa Milena do Vau.

“O transporte público não é suficiente e o trânsito não está sendo planejado”, argumenta o eletrecitário Vicentino Prestes Martins de 50 anos.

PAC da Mobilidade Urbana

Campo Grande receberá R$ 180 milhões, do PAC Mobilidade Urbana. Os projetos foram discutidos em setembro de 2011 no Ministério do Planejamento com a participação do prefeito Nelson Trad Filho.

Os projetos aprovados são:

- 4 terminais novos de transbordo (Cafezais, Parati, Tiradentes e São Francisco)

- Readequação do Terminal Morenão

- 3 terminais exclusivos de transporte (Moreninha/Centro - Aero Rancho/Centro - Nova Bahia/Centro)

- 500 abrigos de ônibus

- 41 estações de pré-embarque

- e mais investimentos para a modernização do transporte coletivo e intervenções viárias.

De acordo com a prefeitura, foram assegurados R$ 20 milhões para a construção de terminais de transbordo; R$ 110 milhões para viabilização de 68,4 quilômetros de corredores de transporte coletivo; R$ 4,5 milhões para modernização do sistema de controle eletrônico; R$ 40,3 milhões para intervenções viárias; e R$ 6 milhões para estações de pré-embarque.

A presidente Dilma Roussef assinou em abril deste ano, no Palácio do Planalto, com a presença do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro a portaria que habilita Campo Grande para receber R$ 180 milhões, a serem investidos na mobilidade urbana. A próxima administração tem até o final de fevereiro para o término burocrático a respeito dos projetos, para o recebimento da verba.