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Sidrolandia

Comissão de Direitos Humanos tenta reverter despejo de assentados em MS

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas, a deputada Mara Caseiro (PTdoB) também mostrou indignação com a situação de algumas famílias.

Assessoria

01 de Outubro de 2013 - 14:10

Em Brasília (DF), o deputado estadual Lidio Lopes (PEN) expôs à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na semana passada, a situação dos assentados em Mato Grosso do Sul que dependem da terra para sobreviver, mas foram despejados das propriedades rurais. Por conta do problema, os parlamentares federais levantaram a possibilidade de vir ao Estado conhecer de perto a situação.

“Provavelmente eles virão a Mato Grosso do Sul. Entendemos que as desocupações feitas pelo Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] vão gerar um problema social porque muitos estão produzindo e vivendo dessa produção”, contou Lidio Lopes, nesta terça-feira (1º).

O problema social gerado pelas desocupações foi o ponto central das discussões na Assembleia Legislativa. Presidente da Comissão de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos, o deputado Laerte Tetila (PT), afirmou que amanhã (2) terá uma audiência com o superintendente do Incra, Celso Cestari.

Tetila considera uma “injustiça sem tamanho” a retirada de algumas famílias de seus lotes. “Sei que tem uma flagrante violação dos Direitos Humanos. Se necessário for, iremos a Brasília para falar nas duas Casas [Câmara dos Deputados e Senado]. Vamos recorrer a todas as instâncias possíveis para que isso seja corrigido”, disse.

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas, a deputada Mara Caseiro (PTdoB) também mostrou indignação com a situação de algumas famílias. “A maior preocupação é porque o Incra já está sorteando os lotes. Em um piscar de olhos, tiraram famílias das terras”, disse.

As terras foram tomadas de volta após Operação Telus, deflagrada pela Polícia Federal, que descobriu esquema de venda de áreas destinadas à reforma agrária no Estado. No entanto, em reunião com os deputados, Cestari reconheceu que o Incra pode ter cometido alguns erros nesse processo.