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Sidrolandia

Compra de terras para índios em Mato Grosso do Sul esbarra na burocracia

A informação que se tem é que as avaliações das fazendas inseridas dentro da terra indígena Buriti em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, devem começar em breve.

10 de Setembro de 2013 - 13:25

A compra de terras em Mato Grosso do Sul esbarra na burocracia, apesar da ideia da presidente Dilma Roussef de utilizar TDAs (Títulos da Dívida Agrária) para adquirir áreas do governo do Estado visando indenizar produtores rurais, cujas fazendas sejam devolvidas aos índios.

A informação que se tem é que as avaliações das fazendas inseridas dentro da terra indígena Buriti em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, devem começar em breve. O assunto foi debatido na segunda-feira (9) no município, segundo o coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Mato Grosso do Sul, Marco Aurélio Tosta.

Segundo ele, as análises serão feitas por um grupo de estudos composto por técnicos da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e SPU (Secretaria do Patrimônio da União). Não foi informado quando será o início do levantamento, que deve estabelecer o valor das áreas.

Indígenas e fazendeiros mantêm o diálogo para tentar resolver problemas relacionados ao conflitos por terras em Mato Grosso do Sul. Uma das últimas reuniões anteriores a desta segunda, ocorrida no dia 27 de agosto na sede do Ministério da Justiça não teve acordo.

Em entrevista ao G1 na época desse encontro, o advogado que representa os indígenas, Luiz Henrique Eloy, as negociações recuaram pois, de acordo com o advogado, a Seprotur (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), informou na reunião que o estado não tem terras suficientes par vender a União.

De acordo com a assessoria de imprensa da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), sem a viabilização jurídica de compra da propriedade com repasses do TDA, as proposições para o próximo encontro serão o levantamento das terras públicas da União no estado e a formação de um grupo de monitoramento para acompanhar a agenda e as deliberações da futura reunião.

Ainda conforme a federação ficou definido que será retomada a avaliação da região da fazenda Buriti e demais áreas requisitadas pelos terena e guarany-kaiwá.

Com informações do G1