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Sidrolandia

Corumbá, MS, é a 2ª cidade do país em números de focos de incêndio

Na área urbana, os incêndios também são constantes. Nessa semana, uma queimada no lixão da cidade provocou muita fumaça.

G1 MS

07 de Agosto de 2013 - 16:29

O município de Corumbá, a 444 km de Campo Grande, é a segunda cidade brasileira com maior número de focos de incêndio em 2013. Só na primeira semana de agosto, foram registrados 60 queimadas no município. Com a umidade relativa do ar abaixo de 30%, a preocupação das autoridades ambientais é que o município volte a enfrentar a situação crítica de 2012, quando os incêndios bateram recorde e causaram muitos prejuízos ambientais.

De janeiro até agora, foram registrados 436 focos de incêndio no município. Só nas últimas 48 horas, foram 16. Os dados são resultado do monitoramento por satélite feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está monitorando as áreas mais críticas. Segundo o gerente do órgão no município, Gilberto Costa, os ventos típicos do mês de agosto ajudam a espalhar os focos.

“Nós estamos saindo de um período estável de estiagem e começando a a entrar em um período de alertas. Nós estamos agora já no mês de agosto, a estiagem está aumentando e os ventos podem concorrer para que os incêndios se espalhem”, disse.

Na área urbana, os incêndios também são constantes. Nessa semana, uma queimada no lixão da cidade provocou muita fumaça. No bairro Vila Velha, um homem foi flagrado fazendo uma fogueira em um terreno baldio, local que fica perto das casas.

Com as queimadas na área urbana e rural, a qualidade do ar fica prejudicada, principalmente por conta da fumaça, o que acaba causando problemas para a saúde da população.

As autoridades ambientais monitoram o crescimento dos focos de calor na região e reforçam os cuidados que as pessoas precisam tomar. Com a vegetação seca, qualquer faísca pode causar um incêndio de grandes proporções. “O que não pode é fazer essas queimadas sem o conhecimento e autorização”, disse Costa.