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Sidrolandia

Declaração de doador de órgãos pelo Facebook não é aceita legalmente; Confira

A vontade de ser doara de órgãos é algo que aprendeu com a família, dentro de casa

MS Record

14 de Setembro de 2012 - 15:30

A rede social pode ajudar a mobilizar pessoas na doação de órgãos, através de uma campanha do Ministério da Saúde. O internauta, utilizando o Facebook pode adicionar em sua linha do tempo a declaração de que é doador, compartilhar sua história, sobre quando e porque decidiu tomar essa decisão.

Meriele é uma das mais de 80 mil pessoas que já se declaram doadores de órgãos pelo site de relacionamento, que só no Brasil, tem cerca de 40 milhões de usuários. Na página virtual dela, a informação como doadora de órgãos é compartilhada com os amigos já há algum tempo.

“É importante, não só ser doador e avisar a família, mas também tentar espalhar isso, multiplicar isso”, afirma a estudante de jornalismo, Meriele Oliveira.

A vontade de ser doara de órgãos é algo que aprendeu com a família, dentro de casa. Para compartilhar essa informação no site, a estudante mostra que não tem nenhum segredo.

“Clica em cima do seu nome, para visualizar o seu perfil e lá aonde você vai quando quer publicar algumas coisas, no canto direito vai estar ‘evento cotidiano’; você vai na opção ‘saúde e bem estar’; e vai abrir outras opções, a primeira é ‘doador de órgãos’. Aí você coloca o local, a data e coloca algum comentário ou alguma coisa que você queira dizer. Feito tudo isso, você vai salvar e vai aparecer na sua linha do tempo que você se declarou como doador de órgãos”, relatou Meriele.

“As famílias tem muito receio, porque vai cortar, vai mutilar, como vai ficar? Acho que a gente não pode pensar nessa maneira, é doído, é um momento muito doloroso, uma decisão difícil para a família, mas tem que ser tomada. Eu acredito que a gente tem que pensar, que a gente vai deixar um pedaço para trás que vai fazer com que alguém possa viver mais”, garantiu a estudante.

Manifestar o desejo de ser um doador de órgãos é um gesto bonito e importante, mas que por si só, não é o suficiente. Porque não substitui a forma legal, já que ao final de todo o processo, é a família que decide se autoriza, ou não, a doação dos órgãos.

“Vai mostrar que a pessoa já tinha uma opinião formada, então ele vai ajudar, mas não substitui o termo de doação que a família vai assinar, que ela concorda com a doação. Também não substitui as testemunhas. São exigidas por lei duas testemunhas”, discorreu a coordenadora da Central de Transplantes, Claire Miozzo.

A coordenadora da Central de Transplante do Estado, explica que aquela doação presumida na carteira de identidade não foi bem aceita, por isso agora, só a lei concedida por parentes e mais duas testemunhas. Por isso é importante que o desejo seja compartilhado em casa.

Mesmo que os parentes não tenham a mesma consciência de doação, pela experiência da coordenadora, ela afirma: a família sempre respeita o último desejo.

“Normalmente, por experiência que a gente trabalha muito tempo com isso, a vontade da pessoa é respeitada, então a pessoa pode ficar bem tranquila que se ela expressar favorável a doação, a família, com certeza, ai assinar o termo de doação autorizando a retirada dos órgãos e tecidos, caso ocorra a pessoas ir a óbito”, concluiu.