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Sidrolandia

Delegado diz que ex-cantor do Tchan foi obrigado a se defender do PM

O gerente e o segurança da boate Eros vão prestar depoimento, às 10h de hoje

Correio24horas

08 de Julho de 2010 - 13:04

Antes mesmo da conclusão dos laudos, a polícia se antecipa e sentencia: o ex-vocalista do grupo É o Tchan! Kléber Menezes, 28 anos, matou em legítima defesa o sargento da Polícia Militar Gepson Araújo Franco. “Pelos depoimentos colhidos, inclusive de pessoas que não tinham aproximação com Kléber, não há dúvida que foi em legítima defesa”, disse ontem o delegado Roberto César Nunes, titular em exercício da 16ª Delegacia de Polícia (DP), na Pituba.

DivulgaçãoO pagodeiro matou o policial durante uma briga na boate de strip-tease Eros, na madrugada do último sábado. O PM foi baleado no tórax.

No dia seguinte, os policiais enviaram para o Departamento de Polícia Técnica as imagens do circuito interno de tevê da boate. Também foram feitos exames nas mãos de Menezes e Franco para descobrir onde haviam fragmentos de chumbo e, portanto, quem havia disparado o gatilho durante a briga.

A arma e as munições também seguiram para a perícia. “Os resultados devem sair no prazo mínimo de 30 dias”, completou Nunes, convencido de que Kléber agiu em defesa própria.

Ainda de acordo com o delegado, o gerente e o segurança da boate Eros vão prestar depoimento, às 10h de hoje. Nunes disse também que não pretende ouvir o dono da casa de strip-tease, o empresário Ivan de Assis. “Não será necessário porque ele não estava noestabelecimentonodiaque ocorreu o crime”, declarou. Ivan é proprietário também da boate Free Night Clube, situada também na Pituba.

EXPLOSIVO
Para a polícia, o temperamento de Franco e seu histórico de confusão reforçam a tese da legítima defesa. Vizinhos dele contaram aos investigadores da 16ª DP que o PM tinha pavio curto e que era comum ele sacar a arma quando a discussão esquentava. Alguns amigos que moram na rua Artur Silva, no Acupe de Brotas, onde Franco vivia com a família, se afastaram dele por medo.

Os policiais que investigam o caso contaram que, certa vez, Menezes brigou com um vendedor de caranguejos. Nervoso, disparou vários tiros contra os animais. Ainda segundo a polícia, ele perdeu quatro revólveres de uma só vez quando foi passear na Ilha de Itaparica. No entanto, parentes do policial negam que ele se envolvia com brigas.

TIRO
De acordo com os relatos registrados na 16ª DP,Gepson estava à paisana na boate Eros acompanhado do amigo conhecido como Gordo e com um casal, que decidiu ir embora. Gepson e Gordo deixaram os dois em algum lugar e retornaram para a boate.

Depois de beber e dançar com algumas jovens da casa, Gepson se insinuou para a namorada de Kléber, Luana Lima. Provavelmente acreditando que fosse uma das dançarinas, o sargento da Polícia Militar pegou na cintura da jovem - ocasião em que o pagodeiro peitou o PM. O sargento sacou a arma e apontou em direção a Kléber. Mas o pagodeiro não se inibiu e se atracou com o PM na disputa pela pistola. Na briga,a arma disparou e a bala atingiu o sargento no tórax.