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Sidrolandia

Deputados discutem soluções para o combate ao Aedes Aegypti em MS

O problema não é só a microcefalia, uma seqüela do Zika vírus, tem também doenças neurológicas que levam a morte”, constatou Câmara.

Midiamax

04 de Dezembro de 2015 - 07:49

A deputada estadual Antonieta Amorim (PMDB), ocupou a tribuna da Casa de Leis na sessão ordinária desta quinta-feira (3/12), para falar sobre a nova doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, e suas conseqüências.

 “Trago aqui um sentimento de aflição meu e de todo Brasil, esse mosquito se tornou um monstro, já temos a epidemia de dengue que assola o País, e agora, esse novo vírus, o Zika, que está tomando proporções enormes, chegando a atingir até o nosso Estado, precisamos tomar providências urgentes”, alertou.

“Tive conhecimento que o comportamento do vírus é semelhante ao do vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), ou seja, ele, mesmo que não se manifeste, uma vez que você contraia, está no seu organismo para fazer mal em algum momento.Temos que prevenir um mal maior, as mulheres em idade fértil estão todas em perigo, pois qualquer uma que contrair o vírus, provavelmente conceberá um bebê com microcefalia [má formação no cérebro]. Se o problema da Saúde Pública não é sanado com as deficiências que temos hoje, imaginem em dez anos com uma população de microcefálicos nascidos advindos desta doença, as Associações de Pais e Amigos de Excepcionais [APAES] e Associações Pestalozzis já não tem condições de atender a todos os necessitados atualmente”, ressaltou Antonieta Amorim. Antonieta sugeriu que fossem tomadas medidas junto ao Poder Público e modos alternativos de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

“A união de forças é imprescindível, junto ao poder Público, nós, deputados estaduais temos que nos unir à bancada federal, senadores, deputados federais, juntos em prol de uma mesma causa, criando uma frente, uma Comissão, para combater este vírus que faz um estrago terrível na vida das pessoas, criando uma desestrutura na família, refletindo até no modo de trabalho. Que, além do veneno que é espalhado, seja distribuído repelente para as pessoas”, sugeriu. A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB), 3ª vice-presidente da Casa de Leis, falou sobre a reunião com o Secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares, ocorrida hoje (3), em que ele apresentou a gravidade da situação relacionada ao Zika Vírus.

“O semblante dos deputados era de extrema preocupação a cada informação que ouvíamos, não tínhamos mensurado a extensão e gravidade do problema que pode afetar de forma tão séria toda a nação brasileira. Fiquei preocupada com o dado que até os seis meses de gravidez, o Zika Vírus pode influenciar no desenvolvimento da criança. Entraremos nessa campanha para que a gente possa efetivamente fazer esse combate com a ajuda da população sul-mato-grossense”, considerou Mara. O deputado Renato Câmara (PMDB), lembra a dificuldade quando gestor, de combater o Aedes Aegypti, vetor que transmite a dengue, a chicungunya e o Zika Vírus.

“Quando fui prefeito, era muito complicado combater o mosquito devido a sua rápida proliferação e isso não vai depender só das ações governamentais, do poder público, do apoio do Exército Brasileiro, de nós deputados, precisamos de conscientização de toda a sociedade e ajuda de cada um”, apontou. Renato afirmou que a Assembleia Legislativa tem que encaminhar à Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) a real situação que acontece nos municípios, sobre as doenças transmitidas pelo mosquito, neste momento trágico em que os prefeitos estão discutindo apenas os problemas de estragos da chuva. “Precisamos agir rápido, para que não aconteça como aconteceu em Pernambuco, agora o governo Federal está treinando 25 mil homens do Exército como se fosse uma guerra civil.

O problema não é só a microcefalia, uma seqüela do Zika vírus, tem também doenças neurológicas que levam a morte”, constatou Câmara. Para o deputado Pedro Kemp (PT), líder da bancada no Parlamento Estadual, um planejamento tem que ser cobrado do governo.  “Este assunto preocupa a sociedade, problemas sérios de saúde, mosquito que está há muito tempo se proliferando, o que percebemos hoje é que o Estado não tem ainda um planejamento para fazer o enfrentamento da epidemia em MS, precisa convocar uma força tarefa, chamar os secretários municipais, envolver o Exército e a sociedade civil organizada com medidas de prevenção e de educação”, justificou Kemp. Já o deputado José Carlos Barbosinha (PSB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), da Casa de Leis, fala da perplexidade do Governo Estadual.

“Temos que sair da perplexidade para a ação, cruzar dados de empresas de água e energia para fazer diagnósticos da situação real em cada casa. Nossas ações aqui, que podemos fazer agora, é alertar todos, usando a tribuna, mas ações do Executivo precisam ser concretas e precisamos cobrar que ocorram logo”, considerou.

“Não há um protocolo de enfrentamento pelo Ministério de Saúde, e a Organização Mundial de Saúde só citou o fato que precisamos ficar reclusos e passando repelente diariamente, isso é muito pouco, precisamos fazer um trabalho de luta intensiva contra o mosquito, imediatamente e tomarmos decisões, mesmo que sejam paliativas. Quanto mais tempo demorar em ser normalizada e controlada terá muitas sequelas no Brasil.

Precisamos agir, essa Casa é sensível a essa ação, estaremos juntos com todos os deputados, com a presidente da república para atuar nessa frente”, concluir Renato Câmara. O deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB), ocupou a tribuna para falar do Projeto de Lei 274/2015, de sua autoria, que cria o Programa de Prevenção e Vigilância visando Controle da Dengue, Chikungunya, Zika Vírus e outras.

“A proposta prevê, dentre outras ações, a entrada compulsória aos imóveis de proprietários que recusarem as ações de vigilância. Será considerado ato de infração todo o local que mantiver objetos que propiciem a reprodução do mosquito transmissor destas doenças, Aedes Aegypti, tais como pneus a céu aberto, recipientes que acumulem água parada, piscinas sem tratamento contínuo e caixas d’água destampadas.

A manutenção de locais privados, inclusive terrenos, fica sob responsabilidade dos proprietários e caso sejam constatados focos em prédios da administração pública os responsáveis diretos do estabelecimento também serão notificados e responsabilizados e os valores arrecadados com a multa de quem descumprir a lei serão destinados para ações educativas contra a dengue, chikungunya, zika vírus e outras doenças infecciosas”, explicou Guerreiro.

O deputado estadual Zé Teixeira, 1º Secretário da Assembleia Legislativa acredita que é preciso união para erradicar o problema. “Se não envolvermos toda a sociedade sobre o lixo, casas fechadas, piscinas sem tratamento e conscientizar do risco de uma epidemia, como houveram várias. 

Assisti no Jornal Nacional que, há muito anos o mosquito foi eliminado no Rio de Janeiro, pois havia ordem. Agora é uma bagunça, terreno baldio, casas fechadas, piscina sem tratamento. Quem não pagou e água e luz, é só mandar fazer a vistoria e punir as pessoas, juntos iremos vencer, ótimo projeto, veio a calhar com a necessidade da Secretaria de Saúde deputado Angelo Guerreiro”, parabenizou Teixeira.