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Sidrolandia

Diretor-presidente da Sanesul apresenta panorama da Empresa para Conselho das Cidades

Durante a 82ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual das Cidades, Luiz Rocha apresentou a atual situação da Empresa

Assessoria

21 de Outubro de 2015 - 09:29

O diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Luiz Rocha apresentou panorama da Empresa e as perspectivas de investimentos futuros durante a 82ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual das Cidades de Mato Grosso do Sul. A apresentação, realizada na sexta-feira (16), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, foi a convite da presidente do Conselho Estadual de Cidades e secretária de Estado de Habitação, Maria do Carmo Avesani Lopez.

"Agradeço a oportunidade de participar deste encontro, de levar ao conhecimento dos membros do Conselho e assim da população o trabalho da Sanesul. Estamos à disposição para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Acredito que duas cabeças sempre pensam melhor do que uma, e uma boa gestão se faz com a participação de todos.  Na gestão da Sanesul temos este pensamento: o operador é tão importante para a Empresa quanto um diretor. Cada um faz o seu serviço e a somatória dos esforços de todos é que faz uma grande empresa", destacou Luiz Rocha.

Após a apresentação, os participantes do Conselho puderam fazer perguntas sobre a Sanesul e sobre o saneamento do Estado ao presidente Luiz Rocha, e a secretária de Habitação, Maria do Carmo Avesani aproveitou para destacar a parceria da Empresa de Saneamento com a Secretaria de Habitação. 

"A Sanesul é parceira na entrega das novas unidades habitacionais para a população. Todo o investimento da rede está sendo por conta da Empresa, não vai ser repassado às famílias. Além disso, já estamos enviando para análise da Sanesul projeto de loteamentos em mais 20 municípios", afirmou. "É importante o planejamento das ações, cruzar cronogramas de obras do Governo, ter este diálogo e graças a Deus a Sanesul está conseguindo resolver as demandas da melhor maneira possível", completou a secretária.

Luiz Rocha explicou aos Conselheiros a atual situação da Empresa, os índices de atendimento e os desafios e os investimentos a curto, médio e longo prazo. Atualmente a Empresa opera em 68 municípios e 55 distritos, sendo que 68 cidades são atendidas com água e 41com água e esgotamento sanitário. 

"A Sanesul o é uma empresa pública, com autonomia administrativa e financeira, pertencente ao Governo do Estado (99%) e Secretaria de Estado de Infraestrutura (1%), e tem como missão gerir serviços de qualidade em abastecimento de água e esgotamento sanitário, contribuindo para a saúde pública, a preservação ambiental e o desenvolvimento social e econômico de Mato Grosso do Sul. Nossa visão ser a melhor opção em serviços de saneamento do Estado", pontuou.

São produzidos pela Empresa 109 bilhões de litros de água por ano, e o volume de esgoto coletado e tratado, anualmente, é de 16 bilhões de litros, devolvendo efluentes que não contaminam o meio ambiente. Ao todo, cerca de um milhão e trezentas mil pessoas são atendidas com água tratada e mais de 405 mil são beneficiadas com rede de esgoto. 

Investimentos

Até 2019, os investimentos previstos nos sistemas de esgotamento sanitário e abastecimento de água nas cidades onde a Sanesul atua são de R$ 642 milhões, entre recursos próprios da Empresa e do Governo Federal.

Em esgotamento, os investimentos previstos são de R$ 398 milhões e no abastecimento de água estão previstos R$ 243 milhões.

As obras que estão sendo e serão realizadas nos sistemas de água são para atender o crescimento vegetativo da população dos municípios, uma vez que o abastecimento de água da Sanesul já é universalizado, ou seja, já atende toda a população.

"Tenho que destacar nesta apresentação o trabalho dedicado dos funcionários da Sanesul. Temos buscado a inovação, uso de tecnologia, telemetria, automação do nosso sistema para melhorar a eficiência dos nossos serviços, reduzindo custos e melhorando a qualidade. Estamos investindo na parte operacional para resolver os problemas pontuais de desabastecimento de água, como em Rio Brilhante e Aparecida do Taboado, perfurando poços, fazendo manutenção dos sistemas", explicou Luiz Rocha.

Desenvolvimento sustentável

Durante a apresentação, Luiz destacou o trabalho da Sanesul no que tange à preservação ambiental. Entre as ações está o projeto, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Embrapa Agropecuária Oeste (EMBRAPA- CPAO) para utilização lodo de esgoto na produção de mudas nativas, visando a restauração de áreas degradadas.

 “Também queremos incluir no projeto espécies florestais, de interesse comercial, por exemplo, na cadeia produtiva de papel e celulose, como é o caso do eucalipto, para conquistar também parcerias com empresas privadas e indústrias”, frisou Luiz.

Parcerias Público-Privadas

Questionado sobre a intenção do Governo do Estado de realizar Parcerias Público-Privadas (PPPs) para aumentar mais rapidamente o índice de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul, Luiz Rocha explicou que a questão não está relacionada à privatização, pelo contrário.

"Hoje, a projeção para que o esgotamento sanitário seja universalizado nos municípios onde a Sanesul atua é de 40 anos, se for realizado só pela Empresa. O que se busca é lançar um edital para que empresas da iniciativa privada ofereçam estudos, projeções e investimentos que encurtem para 10 anos o prazo para universalização do tratamento de esgotos", disse Luiz. 

Segundo o presidente, estas empresas selecionadas iriam aportar recursos para a Sanesul, durante um período e receberiam o seu investimento de volta, através da tarifa de esgoto, por um período de cerca de 25, 30 anos e depois os sistemas retornariam à administração da Sanesul. 

"Ainda é uma alternativa nova no país, não é uma concessão, é uma participação privada junto à uma empresa pública. Não vamos privatizar a Empresa, não é esse o objetivo. E após a apresentação das propostas, não quer dizer que faremos PPPs, isso será discutido com todas as instâncias pra ver se é uma possibilidade interessante para os sul-mato-grossenses. Só queremos encurtar o tempo para universalizar os serviços e oferecer esgotamento sanitário para 100% da população de Mato Grosso do Sul", finalizou.