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Sidrolandia

Dívidas das cidades são obstáculos para desenvolvimento da agricultura familiar

O encontro de hoje é organizado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul (CEDRS) que possui 35 entidades.

Campo Grande News

17 de Julho de 2013 - 10:20

O encontro realizado nesta quarta-feira (17) entre os chefes do setor da agricultura familiar de todas as cidades de Mato Grosso do Sul tem o objetivo de melhorar as condições de trabalho das 72 mil famílias do Estado. Apesar das conversas em busca de melhorias, o endividamento das cidades é identificado pela Assomassul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) como o entrave para o desenvolvimento da agricultura familiar.

A prefeita de Eldorado, Marta Araújo (PT), representa a Assomassul no encontro e afirma que as cidades estão “atoladas” em dívidas e não têm condições de investir no setor. “Os municípios estão atolados de responsabilidades e dívidas. Vivemos uma crise financeira e a cada ano as atribuições aumentam. Nós podemos investir, mas precisamos de apoio federal porque as cidades não aguentam mais assumir tanta responsabilidade”, afirma a prefeita.

O encontro de hoje é organizado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul (CEDRS) que possui 35 entidades. Durante a manhã, órgãos do setor apresentaram sugestões e parcerias para as prefeituras. No período da tarde, as entidades farão atendimento privado com cada representante dos municípios e esclarecerão dúvidas.

De acordo com o superintendente da Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo), Ademar Silva Júnior, o desafio para melhoria do setor é a mudança da legislação. “As leis só beneficiam as grandes empresas porque o que é exigido para elas também tem que ser cumprido pelos pequenos produtores. Precisamos discutir a legislação e capacitar as famílias”, afirma Ademar.

Para o secretário adjunto da Seprotur, Paulo Engel, foco do evento é propor a integração das instituições com as prefeituras. “Precisamos integrar porque hoje todos atuam de forma separada e a integração facilitaria a capacitação e os investimentos”, completa Engel.