Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 25 de Outubro de 2021

Sidrolandia

Dourados colhe 60% da safra da soja

Dourados Agora

19 de Março de 2011 - 08:00

Muitos produtores do Estado podem perder o prazo de zoneamento que garante o seguro rural para o milho 2ª safra. O prazo vence no próximo domingo, dia 20. Em Dourados, segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura Industria e Comércio, estima-se que 60% da área plantada da soja foi colhida até agora.

Na opinião do diretor de Agricultura, João Ferreira, muitos produtores podem perder o prazo de zoneamento, já que não teriam tempo para colher a soja e plantar o milho em seguida, já que maioria utiliza a mesma área para as duas culturas. “Além do prazo do zoneamento, os produtores também estão preocupados em retirar a soja da lavoura para que o grão não perca a qualidade”, ressalta.

Na realidade, o prazo de zoneamento venceu em 28 de fevereiro, mas o Ministério da Agricultura ampliou até dia 20 deste mês por causa do grande volume de chuva que acabou atrasando a colheita da safra da soja no Estado.

Nos últimos dias não têm chovido significativamente em Dourados para que a umidade atrapalhasse a colheita, mas o grande volume de chuva no mês de fevereiro e no começo deste mês foram cruciais para atrasar a colheita da safra de soja em Dourados.

O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran), Bruno Tomazine, acredita também que muitos produtores podem ficar fora do zoneamento em Dourados. Um exemplo são os que dependem dos serviços terceirizados de colheitadeira. Por causa do atraso da colheita causada pelo umidade do solo, as máquinas não estariam dando conta de atender todas as áreas neste curto espaço de tempo que resta para atender os prazos. “Muitos produtores vão administrando a área, colhendo e plantando o milho em seguida, mas o que estão esperando por máquinas, podem perder o prazo”, comentou.

Ele lembra que as perdas nas lavouras da soja em Dourados por causa da chuva não são significativas, já que não devem chegar a 10%, no entanto, o atraso na colheita pode provocar perda da qualidade do grão.

EMERGÊNCIA

Por causa disso, o município não deve decretar situação de emergência, pelo menos no que for relacionado aos dados das perdas nas lavouras, segundo o coordenador da Defesa Civil, João Vicente Chencarek. “As informações relacionadas as perdas na agricultura são apenas um dos fatores que podem não influenciar numa decisão de se decretar ou não uma situação de emergência, mas estamos aguardando outras informações no que se referem as estradas vicinais”, disse.

A Defesa Civil aguarda os relatórios da Secretaria Municipal de Obras que vai indicar a real situação das estradas vicinais para se concluir o relatório para levar ao prefeito Murilo Zauith, para decidir se decreta ou não a situação de emergência no município.