Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 1 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Em Antônio João, prefeito corta o salário, extingue 4 Secretarias e demissões atingirão 140 servidores

Nestes primeiros oito meses de gestão já foram demitidos 60 funcionários e os novos cortes devem atingir mais 80, totalizando 140 dispensas.

Flávio Paes/Região News

19 de Agosto de 2013 - 22:53

O prefeito de Antônio João, cidade de 12 mil habitantes na fronteira com o Paraguai, Selso Lozano (PT),  está tomando medidas drásticas para cortar despesas para se ajustar aos limites  de gastos com pessoal fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (51% para o Executivo), além de garantir o pagamento em dia dos salários.

Só com o corte de 20% nos salários do primeiro escalão (começando pelo dele próprio e do vice, e redução das secretarias (de 9 para 5) gerou uma  economia de R$ 14 mil mês, relativamente pequena, mas contribuiu com sua meta de cortar R$ 450 mil da folha de pagamento que em janeiro era de R$ 1 milhão, com 600 servidores agregados.

Nestes primeiros oito meses de gestão já foram demitidos 60 funcionários e os novos cortes devem atingir mais 80, totalizando 140 dispensas. O salário do prefeito caiu de R$ 13 mil para R$ 10,4 mil; o do vice, baixou de R$ 10 para R$ 8 mil, enquanto que os secretários municipais de R$ 4 mil passaram a receber R$ 3,2 mil.

O prefeito demitiu o secretário-geral e manteve o cargo vago;  promoveu a fusão das Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Obras e Urbanismo; a Secretaria Esporte, Cultura e Lazer, foi incorporada pela Secretaria de Educação e a Secretaria de Habitação, teve suas atribuições  absorvidas pela Secretaria de Assistência Social.

Depois da primeira leva de demissões, hoje a Prefeitura tem 540 funcionários, mas a meta é reduzir este contingente a 460 servidores, gerando uma economia mensal de R$ 150 mil, reduzindo a folha para R$ 550 mil. Na área da saúde, o prefeito adotou uma medida radical para um militante petista:  excluiu os quatro médicos da folha de pagamento e os contratou como empresas prestadoras de serviço.

Cada profissional recebe R$ 20 mil livres, três atuam nas unidades básicas de saúde e o quatro, no Hospital Municipal que custa R$ 220 mil por mês,  a maioria recurso próprio, já que o Estado contribui só com R$ 13 mil e o Ministério da Saúde, com R$ 8.500,00. Sua expectativa, ao  aderir ao programa Mais Médico, que o Ministério da Saúde, designe pelo menos um médico, assumindo o pagamento do salário. Assista a entrevista ao Região News.