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Sidrolandia

Em audiência na Câmara, além de debate, prefeitura deve assumir parte da antiga área da ferrovia

A intenção do prefeito Ari Basso é dar uma destinação provisória para esta área (até que todo o antigo complexo ferroviário seja incorporado ao patrimônio da União).

Flávio Paes/Região News

02 de Outubro de 2015 - 15:37

Está programada para esta sexta-feira a partir das 19h30 na Câmara, audiência pública, onde além de debate e palestras sobre a questão, a Prefeitura deve assinar com o SPU (Serviço do Patrimônio da União) o termo de transferência para assumir a gestão da antiga área da esplanada da extinta Ferroviária Federal, além da estação, que deve ser transformada num espaço cultural. São 14 hectares no centro da cidade, um latifúndio urbano onde algumas famílias estão morando, impedindo a abertura de uma nova via acesso ao Bairro São Bento, com o prolongamento da Rua Pernambuco.

Segundo diretor-adjunto do Serviço do Patrimônio da União, Carlos Pussuli, que vai participar da audiência, está sob gestão direta do SPU, a estação, a antiga vila dos ferroviários, além da parte dos fundos do terreno de 14 hectares. E esta parte da gleba que de imediato deve passar para o controle do município.

A intenção do prefeito Ari Basso é dar uma destinação provisória para esta área (até que todo o antigo complexo ferroviário seja incorporado ao patrimônio da União). A pretensão é fazer uma limpeza, garantir uma estrutura para fazer do local uma espécie de praça de alimentação, onde poderão se instalar quiosques e carrinhos de lanche.

A faixa de domínio e o traçado dos trilhos, além de uma área de 4 hectares onde ficava o antigo triangulo de reversão (pátio de manobras dos trens), por onde passaria o prolongamento da Rua Pernambuco, não podem ser entregues ao município porque são parte do patrimônio sob administração da empresa detentora da concessão da ferrovia.

“Para que esta área operacional seja entregue ao município é necessário a intervenção do DNITT e da Agência Nacional de Transporte, para convencer a concessionária renunciar a esta área, que faz parte da sua concessão”, explica Carlos Pussuli.