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Sidrolandia

Em Dourados 70% dos tanques e da produção de peixes estão desativados

Se esta atividade estivesse em pleno funcionamento, poderia gerar um acréscimo de R$ 500 milhões na economia do Estado.

Dourados Agora

28 de Agosto de 2013 - 08:09

Em Dourados, 70% dos tanques de produção de peixe estão desativados. É o que mostra estudo do engenheiro agrônomo Maurício Xavier Cury, membro do MS Peixe e do Sindicato Rural de Dourados. De acordo com a pesquisa, houve abandono da atividade por parte dos produtores que sofreram uma série de empecilhos que impossibilitaram que a piscicultura em Dourados se desenvolvesse.

Um dos fatores é a concorrência com estados como Paraná, Mato Grosso e Tocantins, que conseguiram baratear os custos de produção e derrubaram a concorrência com os produtores da Grande Dourados, que somam hoje 700 hectares de tanques parados. Destes, 500 hectares desativados são de Dourados.

“Para se ter uma ideia, o pescado comercializado em supermercados e peixarias vêm de fora do Estado. Sem campo, os produtores decidiram aguardar um melhor momento para retomar as atividades”, destaca.

A pesquisa revelou ainda que, em Dourados, os 30% dos produtores que ainda insistem na piscicultura produzem menos do que uma tonelada de peixe por ano.

A estimativa é a de que se os 700 hectares estivessem em pleno funcionamento, juntos, os tanques poderiam produzir mais de 14 mil toneladas por ano. Conforme a pesquisa, em todo o Estado, estima-se um montante de um mil hectares de lâminas de água que foram construídas especialmente para a piscicultura e estão subaproveitadas ou sem uso.

Outros dois mil hectares estariam em baixa taxa de utilização. Se esta atividade estivesse em pleno funcionamento, poderia gerar um acréscimo de R$ 500 milhões na economia do Estado.

“Mato Grosso do Sul dominou a tecnologia de reprodução e produção em larga escala do pacu, no passado, e hoje sequer consegue produzir a espécie de forma competitiva. A única espécie ainda em produção é o pintado, que sobrevive sem novos investimentos e não tem perfil adequado ao pequeno piscicultor”, destaca Maurício, observando que o Estado também tem entrepostos que estão paralisados; um em Dois irmãos do Buriti e outro em Mundo Novo”, destaca.

Retomando as rédeas

Maurício vê na crise uma ótima oportunidade para retomar as atividades de pesca, que geram renda e emprego. Segundo ele, a notícia de que a Prefeitura conseguiu os recursos para ampliar as obras do Frigorífico do Peixe em Dourados reanimou os produtores.

O Ministério da Pesca anunciou a liberação de R$ 2,5 milhões para a obra. A próxima etapa, segundo ele, é fazer um estudo mais aprofundado para entender o mercado de outros estados e buscar novos investimentos para fomentar a cadeia produtiva. Os estudos vão custar R$ 100 mil.