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Sidrolandia

Empresa dá exemplo no apoio a assentados e 27 famílias estão produzindo orgânicos

São 27 famílias desses assentamentos que receberam insumos, materiais e equipamentos para o cultivo de hortigranjeiros orgânicos.

Fonte: MaurÍcio Hugo/Correio do Estado

16 de Setembro de 2013 - 10:10

Boa parte das grandes empresas desenvolve trabalhos econômicos ou sociais nas comunidades onde estão instaladas. Mas o número de projetos para a atividade produtiva rural nem sempre é significativo. A Odebrecht Agroindustrial dá exemplo investindo R$ 230 mil em projeto que fomenta a agricultura familiar em 9 assentamentos de Nova Alvorada do Sul, onde o grupo tem duas destilarias de etanol em produção.

São 27 famílias desses assentamentos que receberam insumos, materiais e equipamentos para o cultivo de hortigranjeiros orgânicos. Eles estão recebendo assistência técnica por meio da Coopaer – Cooperativo de Trabalho em Desenvolvimento Rural e Agronegócio.  Grande parte dos assentamentos implantados pelo Incra ou por programas do Estado ou prefeituras não se viabilizou como era esperado, justamente pela falta de apoio, orientações e assistência técnica por parte do governo ou instituições privadas da região onde atuam.

Por isso o Programa Energia Social para Sustentabilidade Local, realizado pela Odebrecht Agroindustrial, é importante e exemplar. Vem sendo desenvolvido o Projeto Hortas Circulares com a comunidade. Convidado pela empresa para conhecer o projeto das hortas, conversei com produtores responsáveis por duas hortas.

O primeiro, José Antônio Prata Júnior, no assentamento Pana, cuja esposa é responsável por cuidar a horta, mostra-se satisfeito e garante que tem conseguido renda mensal que, em média, chega a R$ 1.500,00. Além das hortas, desenvolve também outros cultivos e pequena pecuária leiteira.

O segundo produtor é Valdeico Dias Rocha que, embora tenha conseguido vender quase duas toneladas do tomate que cultivou no entorno de sua Horta Circular, disse que perdeu centenas de pés de alface por ter tido dificuldades de encontrar para quem vender a produção. Antônio Ailton Andrade, gerente de Pessoas e Administração da Odebrecht Agroindustrial, lembra que o projeto está chegando ao final apenas de sua primeira fase, e a questão da comercialização passaria a ser tratada na segunda fase do projeto.

Mas frente ao que foi exposto pelos produtores, ele concordou que é preciso agilizar os processos que garantam a comercialização do que já está sendo produzido pelas 27 famílias envolvidas no projeto. Já há, inclusive, dois potenciais compradores da produção de hortigranjeiros dessas famílias: a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul que incorporaria os produtos à merenda escolar; e a própria empresa que patrocina o projeto, que utilizaria os produtos nos restaurantes de suas unidades industriais da região.

Só que, para comercializar a produção para instituições oficiais ou para a empresa, é preciso vencer os aspectos burocráticos: vai ser preciso que os produtores se unam em uma associação que, devidamente constituída e regulamentada, fará o convênio com as instituições compradoras. O que sobrar pode ser comercializado direto para as comunidades próximas, como está sendo feito hoje pela maioria das famílias.

O representante da Cooperativa de Trabalho em Desenvolvimento Rural e Agronegócio – Coopaer, Elio Kokehara, é quem tem prestado a assistência técnica aos produtores. Ele garante que nenhuma das hortas circulares do projeto vem utilizando agrotóxicos ou outros produtos químicos, o que assegura que os hortigranjeiros são orgânicos.

Só que a produção ainda não é auditada por empresas certificadoras, o que é uma exigência também para que os produtos sejam considerados efetivamente orgânicos. De qualquer forma, o projeto está se desenvolvendo de forma positiva, com o aumento significativo da produção de hortaliças e verduras para abastecimento da região e aumento da renda das famílias de agricultores dos assentamentos.

Hortas Circulares desenvolvidas, com sucesso, nos assentamentos de nova alvorada do sul

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