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Sidrolandia

Empresa lança 1ª etapa do Vival dos Ipês com 474 lotes, mas construções só após conclusão da infraestrutura

Nos próximos 15 dias os corretores vão trabalhar no cadastramento dos potenciais compradores dos terrenos residenciais.

Flávio Paes/Região News

17 de Janeiro de 2017 - 14:50

A Corpal Incorporadora e Construtora lançou nesta terça-feira a primeira etapa, com 474 lotes, do Vival dos Ipês, empreendimento imobiliário com previsão de investimento de R$ 7 milhões projetado para uma área de 40 hectares na antiga Chácara Califórnia. A propriedade margeia a Ponta Porã e faz divisa com os bairros Pé de Cedro e Vila Tereré.

Nos próximos 15 dias os corretores vão trabalhar no cadastramento dos potenciais compradores dos terrenos residenciais (com padrões de 200 e 300 metros quadrados) e os destinados à atividade comercial com no mínimo 300 metros, situados na faixa lindeira ao prolongamento da Avenida Antero Lemes, entre a Ponta Porã e a Avenida Aroeira.

Os futuros compradores só poderão iniciar qualquer construção quando toda a infraestrutura estiver concluída, o que deve acontecer num prazo máximo de 18 meses. Além de luz, água, drenagem, esgoto, pavimentação, pista de caminhada, academia ao ar livre, espaço tereré, circuito funcional. Será construído um quilômetro de muro para isolar o bairro da área de 7 hectares, expansão da aldeia Tereré, onde 200 famílias indígenas devem construir suas casas.

Como parte das contrapartidas urbanísticas a empresa vai construir uma rotatória no cruzamento das avenidas Aroeira e Antero Lemes, que atravessará todo o loteamento planejado para 842 terrenos, servindo de ligação com o centro da cidade.

O empreendimento começou a ser desenhado em 2012, quando a Imobiliária Ajurycaba adquiriu a Chácara Califórnia, de 46 hectares. Na época chegou a ser anunciado o projeto da construção de 470 casas em 22 hectares. 

Em julho daquele ano, foi anunciado que em dezembro as obras começariam. Estava na dependência apenas da emissão da GDU (Guia de Diretrizes Urbanísticas) por parte da Prefeitura.

O projeto acabou esbarrando na Funai que só em 2014 emitiu documento atestando que não haveria na área (limítrofe de uma aldeia) estudo antropológico para reivindicá-la como terra indígena. Enquanto não saiu o documento, o cartório se recusou a homologar a escritura de compra da propriedade.

Com isto, a imobiliária não conseguiu aprovar na Caixa Econômica o pedido de financiamento do empreendimento habitacional. A Ajurycaba desistiu do negócio e vendeu a propriedade para Corpal Incorporadora que tocou o projeto com outro foco.

Mesmo com o documento da Funai, em novembro do ano passado, um grupo de terenas, residente na Aldeia Tereré, ocupou 10 hectares e só saiu diante do compromisso dos empreendedores de doar 7,2 hectares (reservados para Prefeitura construir equipamentos públicos) para abrigar 200 famílias indígenas.