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Sidrolandia

Empresa se instalou em 2007 e há seis anos investiu R$ 3 milhões na expansão

Em 2009 a empresa tinha 188 funcionários e o quadro chegaria a 400 trabalhadores quando o plano de expansão se concretizasse.

Flávio Paes/Região News

20 de Novembro de 2016 - 22:08

A Via Blumenau está desde 2007 em Sidrolândia e há seis anos experimentava um período de expansão, com investimento de R$ 3 milhões na compra de teares e construção de um novo galpão. Na época estava planejada a criação de um o segundo turno de trabalho para dobrar a produção diária da época.

Em 2009 a empresa tinha 188 funcionários e o quadro chegaria a 400 trabalhadores quando o plano de expansão se concretizasse. No período de um ano, a empresa recolheu em torno de R$ 1,1 milhão em ICMS, com um faturamento mensal de R$ 4 milhões.

Na ocasião chegaram a ser anunciados novos investimentos para instalação do setor de estamparia e numa etapa seguinte a tinturaria e o centro de distribuição na capital. O plano foi abortado por conta da conjuntura do setor têxtil e também porque não foi viabilizada uma operação de crédito com recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro Oeste) para financiar o projeto.

O cenário atual é bem diferente. Até a produção parar, a indústria vinha confeccionando em média 400 peças diárias. Sem o incentivo, o custo de produção se inviabiliza porque a matéria-prima vinda de Santa Catarina é tributada em 17% e a saída do produto acabado em mais 17%, gerando custo de R$ 2 mil por carga.

Não é de agora que a indústria vem enfrentando dificuldades. No último mês de março a Secretaria de Fazenda suspendeu alguns dias à inscrição estadual da empresa de contribuinte de ICMS, por atraso no pagamento do imposto renegociado. Recuperou a inscrição porque seu recurso foi acolhido já que, conforme a legislação, a medida só poderia ser adotada após seis meses de inadimplência.

Em junho de 2013 o presidente da Via Blumenau chegou a anunciar ao prefeito Ari Basso à intenção de desativar a unidade por conta de um passivo trabalhista de R$ 700 mil.

A Justiça do Trabalho deu ganho de causa numa ação em que o Sindicato da categoria cobrava que o intervalo de refeição do pessoal que entrava às 13h30 horas e saia as 22h00 fosse ampliado de 30 para 60 minutos e o recebimento retroativo como hora-extra desta meia hora. O turno foi extinto e aproximadamente 100 funcionários foram demitidos. Foi feito um acordo que reduziu a indenização pela metade para ser paga em 24 parcelas.