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Sidrolandia

Enelvo sai em defesa do fechamento de posto na madrugada e cobra solidariedade da base aliada

Vamos usar este recurso economizado para contratar miais médicos especialistas", avalia.

Flávio Paes/Região News

05 de Setembro de 2013 - 17:09

O secretário  municipal de Governo, Enelvo Felini, sai em defesa da decisão da Secretaria Municipal de Saúde de fechar a Unidade Central de Saúde Acelino Roberto Ferreira da meia-noite a 6 horas da manhã e cobra solidariedade dos partidos da base aliada da administração municipal.

Os vereadores petistas Edivaldo dos Santos e o tucano Marcos Roberto, criticaram na última sessão foram à tribuna criticar a medida em vigor desde domingo e apresentaram indicação (avalizada por Sergio Bolzan, Edno Ribas, Nélio Paim) que será votada na próxima sessão pedindo ao prefeito Ari Basso que reveja a medida. Na avaliação de Enelvo não tem cabimento o PSDB,  partido atualmente no  comando da Prefeitura, não ser solidário com a medida tomada a partir de estudos que demonstraram o baixo movimento. (média de 1,4 consultas por dia) durante a madrugada.

“De que adianta ir ao médico de madrugada, se a farmácia onde você vai comprar os remédios receitados só vai abrir ás 6 ou 7 horas da manhã do dia seguinte”, argumenta o ex-prefeito. Enelvo não teme o prejuízo político decorrente da decisão que provocou fortes reações entre as lideranças partidárias (inclusive do PSDB) e na sociedade, expressas pelo Conselho Municipal de Saúde.

“Não estamos preocupados com isto. Nosso objetivo é fazer o melhor para a cidade”, sustenta. O ex-prefeito garante que o dinheiro economizado (em torno de R$ 28 mil por mês) vai a ser reaplicado na própria saúde. “Vamos usar este recurso, por exemplo,  para contratar miais médicos especialistas,  com isto se reduzirá o tempo de espera para consulta ou mesmo evitar que a população tenha de se deslocar até Campo Grande para ser atendida”.

O próprio Ari Basso (PSDB) garante que não há necessidade de rever a medida. “Tenho observado pessoalmente o movimento no posto e no próprio hospital à noite. Nada se alterou, não houve prejuízo à população. Acredito que o fechamento do posto na madrugada contribui para melhorar o atendimento, os médicos e funcionários terão mais tempo para descanso, ficarão menos estressados”.

Impasse

A decisão da Prefeitura de fechar a Unidade Central  de Saúde Acelino Roberto Ferreira, além de receber críticas do Conselho Municipal de Saúde, sofreu oposição tenaz dos médicos  que diante da possibilidade de perder 50% da remuneração, se mobilizaram, fizeram um dia de paralisação no domingo (quando o posto não funcionou) e na segunda-feira pressionaram: só continuariam fazendo o plantão, no posto, desde que continuassem ganhando o mesmo  valor (R$ 750,00 de segunda-feira e R$ 850,00 aos finais de semana e feriados), embora trabalhando seis horas, ao invés das 12 horas que eram obrigados a fazer antes.

Como o posto tem um custo médio mensal de R$ 34 mil e os médicos respondem por R$ 23.500,00 por esta conta, mantida inalterada a despesa dos plantões o impacto será irrisório. Os médicos conseguiram arrancar algumas concessões, que na prática, reduziram a quase nada o valor a ser economizado.

Além de não perder a remuneração, limitaram a 40 o número de consultas diárias das 6 horas da tarde á meia-noite, rejeitaram a proposta inicial da Secretaria de Saúde de diminuir a metade o valor do plantão, na mesma redução da jornada de trabalho e com a economia, manter um segundo profissional  para garantir maior agilidade no atendimento.

Pressão Política

Ontem um grupo de servidores esteve na Câmara reunido com os vereadores da Comissão de Saúde e Assuntos Sociais, para reclamar do que consideram uma discriminação. Enquanto os médicos  continuaram recebendo o mesmo valor pelo  plantão , os demais funcionários plantonistas (enfermeira, dois técnicos de enfermagem, faxineira, recepcionista)  vão ganhar a metade. A enfermaria ganhava R$ 116,00; os técnicos, R$ 64,00 e o pessoal da limpeza, R$ 36,00.

O relator da Comissão de Saúde Nélio Paim (PR) mostra preocupação com o atendimento nos dias em que houver uma procura maior de pacientes. “Vamos imaginar se em determinado dia, às 11 horas da noite ainda tiverem 30 pacientes para serem atendidos. Será que o plantonista vai atender a todos depois da meia-noite?. Simplesmente ele vai mandar o excedente para a casa ou no hospital”, questiona o vereador tucano Marcos Roberto.