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Sidrolandia

Entidade reabre cadastramento para atender alunos de assentamento e indígenas

Na primeira etapa do cadastramento, encerrada quinta-feira passada, aproximadamente 700 alunos se inscreveram, incluindo terenas e moradores da zona rural.

Flávio Paes /Região News

03 de Fevereiro de 2014 - 09:53

Foto: Marcos Tomé/Região News

Depois de ser acusada de discriminação por universitários assentados e indígenas que na sexta-feira invadiram o Paço Municipal para pressionar o executivo municipal a manter a gratuidade do transporte, a União dos Estudantes de Sidrolândia atendeu a recomendação do prefeito Ari Basso e dará uma nova oportunidade para os acadêmicos destes dois segmentos que ainda não se cadastraram. 

A partir desta segunda-feira antiga sede do Departamento Municipal de Transporte, nas proximidades da agência do Banco do Brasil, será reaberta das 10 às 15 horas, para novos cadastramentos que poderão ser feitos até quarta-feira. Na primeira etapa do cadastramento, encerrada quinta-feira passada, aproximadamente 700 alunos se inscreveram, incluindo terenas e moradores da zona rural.

Na sexta-feira, durante a invasão do Paço Municipal, os dirigentes da União dos Estudantes que estavam reunidos com o prefeito, foram hostilizados pelos manifestantes e tiveram de sair praticamente às escondidas do gabinete do prefeito. O clima era de revolta pelo tratamento que teriam recebido quando tentaram se inscrever.

Eles interpretaram como um gesto discriminatório o cartaz, afixado na parede da sala onde era feito o cadastramento, com a informação de que a entidade não se responsabilizaria pelo transporte da zona rural até o centro da cidade.  Muitos indígenas ficaram revoltados porque não tinham os R$ 25,00 da taxa de inscrição e não puderam se cadastrar.

A presidente da UES, Letícia Martinelli, não quis informar o desdobramento da reunião de sexta-feira com o prefeito que diante da pressão de assentados e indígenas, parece disposto a garantir gratuidade aos dois segmentos.

“Só vou me manifestar por meio de notas oficiais”, anunciou. Ela reclama que suas declarações estariam sendo distorcidas pelo Região News, sem mencionar especificamente, quais informações distorcidas seriam estas. Entre alunos assentados e indígenas há uma forte resistência de adesão a UES, preferem criar entidades próprias para gerenciar o transporte.