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Sidrolandia

Escola estadual cobra taxa para alunos fazerem prova em Nova Andradina

Desta forma se cada aluno pagar R$ 1 por 12 disciplinas, num total de 600 estudantes, os valores arrecadados somam R$ 7,2 mil anuais.

Campo Grande News

29 de Abril de 2011 - 16:21

A Escola Estadual Professora Nair Palácio de Souza, que trabalha com estudantes das séries do Ensino Fundamental e Médio, em Nova Andradina, cobra R$ 1 de cada aluno para aplicar provas.

Uma aluna da escola, de 16 anos, confirmou a cobrança da taxa, que é paga para 12 disciplinas.

Diretores admitem a cobrança e justificam que não há recurso suficiente para tirar cópias. A taxa é recolhida, anualmente, para os cerca de 600 estudantes matriculados no ensino médio, em que as provas geralmente trabalham com questões longas, extraídas de vestibulares.

Desta forma se cada aluno pagar R$ 1 por 12 disciplinas, num total de 600 estudantes, os valores arrecadados somam R$ 7,2 mil anuais.

O diretor da escola, Acácio Luiz Sampaio, confessa que, caso o aluno não faça o pagamento, tem de copiar a prova a mão. “A taxa é para todos os tipos de prova. É importante dizer que isso foi uma decisão da comunidade escolar”, explicou, afirmando que a escola oportuniza as cópias para atividades extras.

“A reclamação geralmente vem de um ou dois pais. A maioria concorda”, minimizou.

A diretora-adjunta da escola, Tânia Filomena Colato, afirmou que a taxa é consenso de assembleia geral, realizada uma vez por ano, entre pais e escola. Os pais não são obrigados a pagar. “Não há nada irregular”, garantiu Tânia.

A secretária Estadual de Educação, Nilene Badeca, disse que a cobrança, em princípio, é ilegal. “A escola recebe recurso para comprar material, tem máquina de Xerox e cota mensal de papel para reprodução das provas”, explica.

No entanto, Nilene comenta que, caso a cobrança seja decidida entre os pais e ocorra de forma voluntária, não há irregularidade.

Questionada se o aluno não puder pagar a taxa, a secretária é enfática: “aí a escola é obrigada a fornecer material para que o estudante não seja prejudicado”.