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Sidrolandia

Escolas municipais vão trocar em 2017 apostilas do Positivo por livros didáticos do MEC

A mudança enfrentou inicialmente resistência dos professores e foi preciso fazer algumas adequações especialmente na educação.

Flávio Paes/Região News

18 de Dezembro de 2016 - 23:41

Agora é oficial: a partir de 2017 os alunos da rede municipal de ensino de Sidrolândia voltarão a usar os livros didáticos fornecidos pelo Ministério da Educação para Prefeitura. Segundo a futura secretária de Educação, Alice Aparecida Rosa Gomes, será abandonada a experiência de utilização do sistema Positivo de Apostilas, adotada por dois anos letivos (2015 e 2016) a um custo anual de R$ 2 milhões, enquanto o material do MEC é entregue gratuitamente ao município. 

A adoção do apostilamento inicialmente resistência dos professores e foi preciso fazer algumas adequações especialmente na educação infantil. De qualquer forma, a mudança não foi precedida de um estudo mais aprofundado se a troca dos livros didáticos por apostilas melhorou o desempenho dos alunos. Ano quem vem haverá novamente a Prova Brasil (feita a cada dois anos, com questões de português e matemática). Esta avaliação um dos indicadores de composição do Ideb, junto com os índices de aprovação. 

No Ideb de 2015, por exemplo, só três escolas (Porfiria Lopes do Nascimento, Valério Carlos da Costa e Natalia Moraes de Oliveira) atingiram a meta, embora tenha melhorado o desempenho dos alunos. O índice médio de 2015 ficou em 4,9 (a meta era 5,1), representando um incremento de 13,95% no desempenho em relação ao 4,3 de 2013. Este resultado está abaixo da média estadual (5,4) e pode ter sido influenciado porque seis escolas ficaram sem pontuação porque um número insuficiente de alunos fez a Prova Brasil.

O destaque, por escola, ficou por conta dos alunos da Valério Carlos da Costa, que obtiveram média 5,4, 10,20% acima da média municipal, semelhante à média estadual da rede pública, antecipando a meta prevista para 2017. Em 2015 o objetivo era uma média 5,1. Entre a avaliação de 2013 (quando obteve 4,5 de média) e a do ano passado, houve um avanço de 20% no desempenho dos estudantes.

Se a comparação recuar a 2005, primeiro ano da avaliação, quando a média foi 3,7, aí o progresso é ainda mais significativo (45,94%). No caso, por exemplo, dos alunos da 4ª e 5ª, eles alcançaram 5,4, superando a meta de 5,1, ultrapassando a média estadual que ficou em 5,3. Eles obtiveram resultado melhor que os 4,2 alcançados pelos estudantes do 8º e 9º, que ficaram abaixo da meta (4,6).

Outra escola que conseguiu atingir a meta foi a Porfiria Lopes do Nascimento, com a média 4,9, quando o objetivo era 4,2 e 4,8 em 2017. Em 10 anos, a escola saiu de um desempenho sofrível (3,1 em 2005) para o estágio atual. Entre 2013 (média 4,2) para o ano passado, teve uma evolução de 16,66%. Esta mesma progressão foi alcançada pelos alunos da Escola Natalia Moraes de Oliveira, que obteve média 4,9 (em 2013 teve 4,2), quando a meta era 4,5.

Segundo a futura secretária a primeira semana de trabalho, a partir do dia 2 de janeiro, será dedicada ao planejamento, com expediente apenas interno. A partir do dia 9 de janeiro é que deve começar o atendimento ao público. O ano letivo começa dia 6 de fevereiro para os professores, mas os alunos só vão para escola a partir do dia 13.

Na área da educação infantil caberá a futura gestão colocar em funcionamento o Centro Municipal de Educação Infantil do Altos da Figueira, pronto desde agosto. A obra não foi inaugurada porque até recentemente a Energisa exigia a troca do padrão de energia.

A professora Alice pretende avaliar se vai transferir para o CMEI os 80 alunos do CMEI Prefeito Criança que hoje estão abrigados num prédio alugado (a R$ 3,2 mil por mês) da antiga Escola Reino da Cultura. O prédio da creche está interditado há mais de um ano em função das precárias condições de manutenção.