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Sidrolandia

Estudo busca o desenvolvimento da eucaliptocultura em Mato Grosso do Sul

O mais importante do levantamento é destacar a relevância da assistência técnica ao produtor, pois a viabilidade da atividade está relacionada a produtividade da planta.

Portal Revista Safra com informações do Sistema Famasul

20 de Agosto de 2013 - 16:48

Diante do crescimento industrial de Mato Grosso do Sul, algumas culturas do agronegócio, até então pouco exploradas, estão ganhando mais espaço. Com o objetivo de desenvolver o cultivo do eucalipto e fornecer apoio técnico, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), realiza o levantamento de custo de produção de diversas atividades agropecuárias, dentre elas o eucalipto.

O levantamento das informações é realizado por meio da metodologia denominada Painel, que consiste na definição da propriedade típica de produção em cada região de estudo, onde um grupo formado por técnicos e produtores se reúne para definir o modelo de sistema de produção, mediante debates e preenchimento de planilhas de custos.

Ontem (19), o Painel foi realizado na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e contou com as participações do professor do departamento de Engenharia da Universidade Federal de Viçosa Sebastião Valverde, do engenheiro florestal Marco Antônio Miranda e do técnico do Senar Mato Grosso do Sul, Clóvis Tolentino, além de instrutores, consultores e produtores rurais.

A análise será utilizada para compor o material didático do projeto Campo Futuro, que levará informações agropecuárias e mercadológicas a produtores rurais, auxiliando na tomada de decisão para novos investimentos.

Para Valverde, “o objetivo é facilitar a compreensão na gestão de risco do investimento, através de informações obtidas por meio da planificação dos projetos de reflorestamento. Estes precisam ser viáveis e apresentar alta produtividade”. Segundo dados publicados no anuário da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf),  em 2011, haviam 475 mil hectares sendo cultivados no Estado, colocando o Mato Grosso do Sul em quarto lugar no ranking de produção do País.

Desenvolvimento da cultura no Estado

De acordo com estudo publicado no mês de julho pela revista Valor Econômico, Mato Grosso do Sul, em poucos anos, deve se aproximar dos maiores produtores nacionais, como Bahia e São Paulo. Na reportagem, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Luiz Cornacchioni, cita Mato Grosso do Sul como destaque de crescimento já há alguns anos. Em 2012, a taxa de expansão chegou a 25%, para 597,1 mil hectares de plantio – considerando-se eucalipto e pinus, que respondendo por menos de 10 mil hectares. “Há plantio em 16 Estados, mas Mato Grosso do Sul é o que mais cresce”, afirma.

O mais importante do levantamento é destacar a relevância da assistência técnica ao produtor, pois a viabilidade da atividade está relacionada a produtividade da planta. O engenheiro florestal Marco Antônio Miranda avalia o apoio técnico como prioridade para uma boa gestão. “O produtor tem que ser assistido desde o início”, diz.