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Sidrolandia

Falência da Santa Olinda aumenta em 75% demissões e fecha 548 empregos no semestre

Este foi o pior primeiro semestre em termos de mercado de trabalho em Sidrolândia nos últimos cinco anos.

Flávio Paes/Região News

29 de Julho de 2013 - 09:25

A falência da Usina Santa Olinda, de Quebra Coco, que desempregou 160 funcionários, puxou as demissões em Sidrolândia no mês passado que chegaram a 410, crescimento de 75% sobre maio, quando foram registradas 233 dispensas. O setor industrial cortou 102 vagas de trabalho e a agricultura, 93. No cômputo geral, foi mantido o mesmo número de contratações (247) entre um mês e outro.

No acumulado do semestre, os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, 7,21% dos 7.599 trabalhadores que em janeiro tinham carteira assinada, estão desempregados. Por conta dos ajustes promovidos pelas empresas, “desapareceram” 548 empregos formais, sendo 55,55 %, do setor industrial (305), enxugamento superior a 10% das vagas do segmento, que começou o ano com 3.070 empregos formais.

Este foi o pior primeiro semestre em termos de mercado de trabalho em Sidrolândia nos últimos cinco anos.  Em relação a igual período de 2012, por exemplo, os números de contratações caíram 18,75% (de 1.683 para 1.416)  e as demissões aumentaram  4,37% (de 1.964 para 2.050).

No primeiro semestre de 2012, foram fechadas 367 vagas de emprego (2.050 demissões ante as 1.683 contratações); em 2011, foram criadas 271 vagas (2.145 contratações e 1.804 demissões);em  2010, fechamento de 22 vagas (2.512 contratações e 2.534 demissões) e 2009, 235 (2.885 dispensas e 2.648 contratações).

Números estaduais

O número de empregos formais caiu 46% em Mato Grosso do Sul em junho deste ano, comparado a maio. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho na última terça-feira (23). Em maio foram gerados 2,6 mil empregos com carteira assinada no estado contra 1,4 mil registrados em junho, segundo o levantamento.

Do total de postos de trabalho criados no mês passado, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos com 1,4 mil novas vagas, seguido pelo comércio com 501. Já a indústria de transformação registrou 540 demissões. Entre os municípios, Três Lagoas lidera o saldo de empregos em junho com 495 postos, seguido por Campo Grande (414) e Ponta Porã (104).

Quatro cidades tiveram saldo negativo: Naviraí (-0,26%), Dourados (-0,19%), Paranaíba (-1,36%) e Nova Andradina (-3,01%). O índice é resultado da diferença entre o número admissões e desligamentos.

Ainda conforme os números do Caged, nos últimos 12 meses, o nível de emprego em Mato Grosso do Sul teve crescimento de 3,91%, o que representa 19,3 mil postos de trabalho.

 Semestre

Entre os seis primeiros meses de 2013, junho registrou a quinta pior marca na criação de empregos formais, atrás apenas do mês de janeiro, quando foram apenas 384 vagas com carteira assinada. O melhor mês foi abril com 4,6 mil novos postos de trabalho.