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Sidrolandia

Falta de água castiga dez dos mais de 100 assentamentos de Mato Grosso do Sul

Os problemas de água nesses dez assentamentos são seriíssimos”, afirmou o superintendente do Incra em Mato Grosso do Sul, Celso Cestari

Correio do Estado

05 de Agosto de 2013 - 09:00

“Não há água para irrigar a terra. Não tem como produzir”. Mas apenas para beber ou para higiene, a água também é essencial para o trabalho de quem sobrevive da lavoura e faz da produção de alimentos o seu ganha pão. No entanto, centenas de trabalhadores rurais que vivem nos assentamentos de Mato Grosso do Sul acabam sobrevivendo como a senhora Ilariê Lima Viana, 58, que não consegue plantar nada na terra que possui por causa da frequente falta de água. A reportagem especial está na edição desta segunda-feira (05) do jornal Correio do Estado.

Ilariê é moradora do Assentamento Sete de Setembro, em Terenos, desde que foi entregue, em 2009. Mas mesmo depois de quatro anos não conta com abastecimento de água regular.

“Tem uns 20 dias que não chega água aqui. Vou irrigar a terra como?”, lamentou. A única água que chega até seu lote é através da boa vontade dos vizinhos, já que o único poço artesiano do assentamento não dá conta de bombear água até sua casa. Ela mora com o esposo, um filho e uma neta.

“Quando meu outro filho vem aqui, de caminhonete, ele vai ao lote vizinho e carrega os tambores de água. Mas ele mora em Três Lagoas e demora pra vir”, conta. O quintal da moradia de dona Ilariê, que é pensionista do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), é tomado por 12 tambores de 200 litros cada um, uma caixa-d’água de 500 litros e mais uma dezena de baldes e galões. Na última quinta-feira (1º de agosto), apenas a caixa continha água.

Incra

“Os problemas de água nesses dez assentamentos são seriíssimos”, afirmou o superintendente do Incra em Mato Grosso do Sul, Celso Cestari. O instituto identificou essa situação já no ano passado, mas depende de repasse de recursos e parcerias para solucionar a questão. “Eram 14 ao todo. Já solucionamos quatro”, comentou. A expectativa é de que até dezembro deste ano a situação esteja normalizada.